Opinião

Bancada do PT pede federalização da investigação de atentado contra Lula: Crime político

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Os deputados Marco Maia (RS), Paulo Teixeira (SP) e Celso Pansera (RJ) afirmaram durante coletiva à imprensa nesta quarta-feira (28/03) que a bancada do PT na Câmara vai cobrar do governo Temer a entrada da Polícia Federal na investigação do atentado político contra a caravana do ex-presidente Lula no Paraná. Informaram também que a bancada vai entrar com uma ação na Procuradoria-Geral da República, cobrando da procuradora Raquel Dodge a elucidação do crime. Foto: Lula Marques/Agência PT

Bancada do PT pede federalização da investigação de crime político contra Lula

PT na Câmara

Em nota divulgada nesta quarta-feira (28), a Bancada do PT na Câmara conclama as autoridades do governo federal a investigar o atentado contra o ex-presidente Lula e integrante da caravana da democracia, ocorridos no Paraná.

“Trata-se de um crime político, cabendo, portanto, a federalização de sua apuração. Compete ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, enviar a Polícia Federal para investigar os tiros disparados na noite de terça (27) contra ônibus da caravana”, afirma a nota, assinada pelo líder do PT, deputado Paulo Pimenta (RS).

No texto, a bancada anuncia ainda que tomará uma série de medidas, entre elas, ações junto à Procuradoria-Geral da República para denunciar a tentativa de assassinato do ex-presidente Lula e de membros da caravana.

Leia abaixo a íntegra da nota:

Nota da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara

Em defesa da democracia e da Constituição

A Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara conclama as autoridades do governo federal a investigar o atentado ocorrido no estado do Paraná contra o ex-presidente Lula e membros da caravana da democracia que percorre estados do Sul.

Trata-se de um crime político, cabendo, portanto, a federalização de sua apuração. Compete ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, enviar a Polícia Federal para investigar os tiros disparados na noite de terça (27) contra ônibus da caravana.

Diante da gravidade dos fatos, a Bancada do PT tomará uma série de medidas, entre elas, ações junto à Procuradoria-Geral da República para denunciar a tentativa de assassinato do ex-presidente Lula e de membros da caravana.

Gravações de áudio, fotografias e vários depoimentos de pessoas agredidas durante a caravana vão balizar as ações judiciais e comprovam que estamos enfrentando a ação de milícias organizadas, uma verdadeira ameaça à democracia, ao direito de ir e vir e à liberdade de manifestação de opinião.

A omissão das autoridades na apuração ou o estímulo à violência por parte de agentes de Estado que deviam zelar pela convivência democrática, como alguns parlamentares da base do governo Michel Temer, só servem como combustível para atiradores e defensores da barbárie que em vez de debaterem as divergências democraticamente preferem tentar resolvê-las à base de revólveres, tacapes e chicotes. O Brasil do século 21 não aceita esse tipo de comportamento.

O Partido dos Trabalhadores nasceu das lutas sociais e populares e da resistência e combate à ditadura militar.

Desde sua fundação, o caminho escolhido foi a construção da democracia. O partido condena a organização de milícias paramilitares voltadas a interditar o debate político por meio da violência e da eliminação dos adversários.

Quando o diálogo e o debate são substituídos pelo som dos tiros e isso é tratado com normalidade, estamos enterrando a democracia e aceitando a barbárie.

O Partido dos Trabalhadores e suas lideranças não vão se amedrontar. As forças democráticas não podem hesitar, temos de defender a democracia, o Brasil e seu povo. Chamamos as lideranças políticas à razão. Os democratas não podem se resignar, a hora é de indignação, de restabelecer o Estado democrático de direito e de condenar a barbárie. E isso que o país espera de nós.

Brasília, 28 de março de 2018

Paulo Pimenta (PT-RS), líder do partido na Câmara dos Deputados

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