Opinião

“Não renunciarei”, diz Temer no Planalto, falando em gravação “clandestina”; Joesley contou a ele detalhes de como tentou bloquear investigação; ouça

  Fact-checking   Autentic   DMCA   Report






Da Redação

Em rápido discurso esta tarde no Palácio do Planalto o usurpador Michel Temer disse que não renunciará, que seu único compromisso “é com o povo brasileiro”, exigiu “investigações rápidas” e se referiu às gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, como “clandestinas”.

Por outro lado, partidos de oposição darão entrada num pedido conjunto de impeachment. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) escreveu:

Fora Temer, Eleições Diretas Já!

O PT, PCdoB, PDT, PSOL, Rede e PSB vão protocolar pedido de impeachment hoje às 17h.

Será assinado por alguns intelectuais do campo progressista como Marcelo Neves, Beatriz Vargas e Eugênio Aragão.

Ao mesmo tempo exigimos a saída imediata de Michel Temer e a aprovação da PEC de Miro Teixeira que convoca eleições diretas para Presidente da República.

O pedido esta baseado na prática de crime de obstrução da justiça, improbidade administrativa e quebra do decoro.

O pedido de impeachment de Michel Temer tem natureza distinta do pedido de impeachment de Dilma Rousseff.

Dilma foi retirada por imputar-lhe um ato administrativo que nunca foi considerado crime, as chamadas “pedaladas fiscais”.

Portanto Dilma não praticou qualquer crime.

Michel Temer foi flagrado pedindo a um empresário para comprar o silêncio de um criminoso.

As provas são fartas, inclusive com a entrega de dinheiro a um intermediário de Temer.

Pela primeira vez as delações são acompanhadas de provas.

Entendemos que em hipótese alguma podemos permitir substituir o povo na escolha de um presidente da república.

Por isso é inadmissível escolher presidente por eleições indiretas. O Congresso Nacional não tem moral para isso.

Aécio Neves (arauto da [i]moralidade), Eduardo Cunha e Michel Temer foram os grandes (i)responsáveis pelo impeachment.

Agora todos pegos praticando crimes.

Fica mais claro que o impeachment foi comprado!

A compra se deu nas eleições de 2014 com dinheiro da Odebrecht.

A segunda fase foi pagar deputados para votar na eleição de Cunha presidente da Câmara Federal em 2015 e finalmente comprar votos durante o processo de impeachment em 2016.

Temer tentou comprar o silêncio de Cunha para ele não contar os bastidores da compra de deputados para aprovar o impeachment.

O PSDB fala agora em sair do governo. Mas é tarde! Afundaram junto com o governo e não tem mais salvação.

Será preciso agora a mais ampla participação popular para exigir “Eleições Diretas Já!” Vamos juntos.

  Fact-checking   Autentic   DMCA   Report






Mostrar mais

CMIO

Conselho de Mídia Independente - Grupo independente, de atuação jornalística; baseado em SP. Replica e elabora conhecimentos e assuntos de utilidade pública.

Artigos relacionados

Adblock Detected.

Desative seu AdBlock para poder acessar o conteúdo gratuito. Disable your AdBlock.