Opinião

Eleições na Europa podem ampliar vitórias da extrema-direita

Na Áustria, candidato de extrema-direita pode ser eleito presidente, enquanto na Itália, primeiro-ministro ameaça renunciar se for derrotado no referendo que propõe reforma constitucional

Na Áustria, candidato de extrema-direita pode ser eleito presidente, enquanto na Itália, primeiro-ministro ameaça renunciar se for derrotado no referendo que propõe reforma constitucional

facebook/reprodução

Na Áustria, Van der Bellen, de centro-esquerda, venceu eleição anulada em maio

São Paulo – O correspondente internacional Flávio Aguiar comentou na manhã de hoje (2), na Rádio Brasil Atual, o cenário político de alguns países europeus, entre eles Áustria e Itália, que terão eleições importantes no domingo (4).

No caso da Áustria, o cenário é curioso. A eleição presidencial ocorrida em maio foi anulada pelo Tribunal Constitucional, sob a alegação de que o resultado fora divulgado antes do processo concluído, o que é proibido pelas leis do país. Na ocasião, o vencedor foi o candidato de centro-esquerda Alexander Van der Bellen. Segundo as pesquisas eleitorais, agora a vantagem para o pleito de domingo é do candidato de extrema-direita Norbert Hofer. “O país está muito dividido e em qualquer resultado será uma diferença pequena. É possível que a Áustria entre nessa vaga direitista que está tomando conta de vários lugares da América Latina, Europa e Estados Unidos”, analisou Flávio Aguiar.

Na Itália, a eleição de domingo põe em votação o referendo que propõe uma reforma constitucional no país. “É algo extremamente complexo que mexe com os poderes do Senado, da Câmara e extingue órgãos do governo. E tudo se resume à aceitação em bloco, é sim ou não em bloco”, explicou o correspondente. Flávio Aguiar comentou que o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, está apostando tudo na reforma e ameaça renunciar caso ela não seja aprovada, o que pode levar a Itália a uma maré de incerteza. “Não se sabe o que vai acontecer.”

Estados Unidos

Flávio Aguiar analisou também as primeiras nomeações do presidente eleito Donald Trump para o seu gabinete. “As nomeações estão pondo nos postos de governo o que os Estados Unidos têm de pior”, disse. E citou como exemplo o general James Mattis, apelidado de mad dog (cachorro louco).

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