Suspeito de ataque a bomba é preso na Espanha – CMIO

Seis pacotes explosivos foram enviados no final do ano passado para diferentes destinatários em toda a Espanha, incluindo a embaixada ucraniana

As autoridades espanholas prenderam um idoso suspeito por trás de uma campanha de bomba postal no final do ano passado, que resultou em um funcionário da embaixada ucraniana com ferimentos leves. No início deste mês, o New York Times afirmou que a Rússia havia dirigido os perpetradores – o que Moscou descartou como uma invenção completa.

Na quarta-feira, o canal de TV espanhol La Sexta informou que o suspeito, um aposentado de 74 anos da província de Burgos, no norte, não é conhecido por ser membro de nenhum grupo político. Ele será levado a um juiz na próxima sexta-feira, segundo a emissora.

O relatório afirmava que as autoridades conseguiram obter pistas valiosas de um pacote enviado ao Centro de Satélites da União Européia na Base Aérea de Torrejon. Como a bomba não explodiu, a polícia conseguiu coletar o DNA do suspeito e uma amostra de sua letra cursiva, sugeria o artigo. Foi a caligrafia que levou as autoridades a acreditar que o perpetrador poderia ser um veterano, revelou o La Sexta.

Além disso, o próprio envelope era aparentemente peculiar. A polícia passou a analisar as imagens do circuito interno de TV dos correios de onde os pacotes foram enviados e também verificou todos os compradores recentes do envelope específico. Todos esses esforços permitiram aos investigadores identificar o provável suspeito, disse o relatório.


Pacote explosivo encontrado na Embaixada dos EUA em Madrid

No fim de semana, o The New York Times publicou uma reportagem afirmando que Moscou havia orquestrado a campanha de bombardeio, dirigindo um “grupo militante supremacista branco.” A embaixada russa na Espanha rapidamente descartou a publicação como tendo publicado um “fantasia,” apontando que o artigo não apresentava nenhuma evidência.

Os ataques em questão aconteceram no final de novembro e início de dezembro de 2022. O incidente específico que atraiu muita atenção da mídia viu um pacote explosivo chegar à missão diplomática ucraniana na capital espanhola. Como resultado, um funcionário sofreu ferimentos leves.

As cartas-bomba também foram enviadas para a embaixada dos Estados Unidos em Madri e para a residência do primeiro-ministro Pedro Sanchez, bem como para o Ministério da Defesa da Espanha, um centro satélite na Base Aérea de Torrejon, e para a fábrica de armas Instalaza em Zaragoza, que fabrica lançadores de granadas destinados para a Ucrânia.

Relatos da mídia sugeriram na época que a polícia espanhola acreditava que uma única pessoa estava por trás da campanha terrorista, e não um grupo. Na época, as autoridades também descartaram o envolvimento dos serviços de inteligência russos.

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