Quase todos os húngaros se opõem a sanções contra a Rússia – pesquisa – CMIO

Uma pesquisa nacional mostra que 97% acreditam que as restrições causam sérios danos econômicos

A esmagadora maioria dos húngaros se opõe às sanções que o Ocidente impôs à Rússia por causa da Ucrânia e acredita que são prejudiciais à economia, disse o governo do país no sábado, citando os resultados de um questionário nacional, ou “consulta.”

Em uma postagem no Facebook, o governo húngaro revelou que “97% dos húngaros rejeitam sanções que causam sérios danos”, acrescentando que “A mensagem é clara: a política de sanções de Bruxelas deve ser revista.”

Szentkiralyi Alexandra, porta-voz do governo, disse que as restrições que a UE impôs à Rússia por causa da Ucrânia não conseguiram interromper o conflito, mas causaram muitos problemas econômicos para a Europa. Nesse sentido, os húngaros tendem a rejeitar as restrições ao petróleo e as sanções planejadas ao gás, observou ela.

“As pessoas que participaram da consulta dizem um claro ‘não’ às sanções que aumentam ainda mais os preços dos alimentos ou sobrecarregam o turismo europeu”, disse. acrescentou Szentkiralyi.

A porta-voz apontou que a Hungria é o primeiro país da UE a consultar seus cidadãos sobre o impacto das sanções. Ela também descreveu a consulta como “uma diretriz para atores públicos húngaros,” com os resultados a serem entregues às autoridades da UE em Bruxelas. “Isso é absolutamente necessário porque eles querem introduzir novas sanções em vez de revisar a política de sanções”, disse. Szentkiralyi explicou.


Hungria não pode substituir petróleo e gás russo – oficial

Ela agradeceu a cerca de 1,4 milhão de pessoas que participaram da pesquisa, observando que os resultados detalhados serão divulgados em um futuro próximo. A consulta sobre o assunto foi lançada em meados de outubro e incluiu sete perguntas sobre sanções nas áreas de petróleo, gás, exportação de matérias-primas, nuclear e turismo.

Nos últimos meses, as sanções impostas pelo Ocidente à Rússia devido ao conflito na Ucrânia exacerbaram a crise energética da Europa, fazendo disparar os preços dos combustíveis e o custo de vida.

A Hungria, que depende fortemente da energia russa, há muito tempo critica a política de sanções da UE. Na sexta-feira, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, disse que, ao promover sanções no bloco, os políticos alemães haviam “calculado mal” mas não tem coragem de admitir isso.

No mês passado, o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, disse que as sanções estavam afetando fortemente a economia europeia. Ele também afirmou que os EUA eram a única nação que se beneficiava deles, já que vendiam gás natural liquefeito para a Europa a preços lucrativos.

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