Vizinhos reagem à tentativa de ‘golpe’ no Brasil — CMIO

Líderes mundiais expressam sua solidariedade ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O recém-empossado presidente brasileiro foi forçado a declarar estado de emergência no Distrito Federal de Brasília no domingo, depois que milhares de apoiadores de seu antecessor de direita, Jair Bolsonaro, invadiram o Congresso, o Palácio Presidencial, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto.

O líder de esquerda denunciou os manifestantes como “vândalos e fascistas”, culpando Bolsonaro por encher a cabeça de extremismo, e prometeu responsabilizar os responsáveis ​​pelo caos “pagar com a força da lei”, enquanto promete chegar ao fundo “quem são os financiadores” da agitação.

As forças de segurança já detiveram pelo menos 170 pessoas por invasão de prédios do governo e outros crimes supostamente cometidos durante o motim, segundo a polícia, enquanto o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha afirmou que mais de 400 pessoas” foram detidos.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, foi um dos primeiros líderes regionais a abordar a crise que chamou de tentativa de golpe, convocando a Organização dos Estados Americanos a provar sua relevância e realizar uma reunião urgente.

“O fascismo decide dar um golpe. A direita não tem conseguido manter o pacto de não violência. É hora urgente para a reunião da OEA”, ele tuitou no domingo.


Lula ordena 'intervenção federal' contra manifestantes

O presidente Alberto Fernandez, da Argentina, entretanto, declarou que sua nação está “junto com o povo brasileiro para defender a democracia e nunca mais permitir a volta dos fantasmas golpistas promovidos pela direita.”

“Coloco os países membros em alerta para que nos unamos nessa inaceitável reação antidemocrática que está tentando se impor no Brasil”, disse. acrescentou como presidente rotativo de duas outras organizações regionais, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos e o Mercado Comum do Sul.

O presidente chileno, Gabriel Boric, classificou o incidente como uma “ataque covarde e vil à democracia”, também expressando total apoio ao governo do Brasil.

O líder venezuelano Nicolás Maduro expressou confiança de que o povo brasileiro “com certeza se mobilizará em defesa da paz e de seu presidente”, culpando a violência “Grupos neofascistas de Bolsonaro.”

Havana também expressou solidariedade com seus “nação irmã”, com o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenando o “atos violentos e antidemocráticos que ocorrem no Brasil, com o objetivo de gerar caos e desrespeitar a vontade popular.”


Apoiadores de Bolsonaro lotam o Congresso brasileiro

O ministro das Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, expressou a “total apoio ao governo do presidente Lula, eleito pela vontade popular”, ao rejeitar “qualquer atentado contra as instituições democráticas”.

O Ministério das Relações Exteriores do Equador condenou a violência como um ataque “contra o marco institucional no Brasil e reafirmou a posição do país “apoio irrestrito à democracia e ao governo legitimamente eleito”.

Os EUA também fizeram um breve comentário sobre os acontecimentos no vizinho sul-americano, com o secretário de Estado Antony Blinken dizendo que “usar a violência para atacar as instituições democráticas é sempre inaceitável.” O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, acrescentou que o presidente Joe Biden “está acompanhando a situação de perto e nosso apoio às instituições democráticas do Brasil é inabalável.”

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