Especialistas explicam por que a Europa não conseguirá acelerar a passagem para veículos elétricos


A eletricidade cara na Europa devido ao afastamento da energia russa não permitirá que os países da região acelerem significativamente a transição para carros elétricos de veículos convencionais a gasolina e diesel nos próximos anos, acreditam especialistas questionados pela Sputnik.
Os países europeus compram volumes significativos de produtos petrolíferos, especialmente diesel, da Rússia. Segundo a agência norte-americana Bloomberg, em dezembro de 2022 a União Europeia (UE) comprou a maior quantidade de diesel desde 2016, com metade do suprimento vindo da Rússia. O embargo da UE às importações de produtos petrolíferos da Rússia por via marítima entrará em vigor em 5 de fevereiro.
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Sergei Kolobanov, vice-diretor do departamento de Economia dos Setores de Combustíveis e Energia do Centro de Pesquisa Estratégica, observou que a crise energética do último ano levou a um forte aumento dos preços no mercado europeu, principalmente do gás e da eletricidade, enquanto os produtos petrolíferos, ao contrário, foram os que menos subiram. Ao mesmo tempo, a gasolina e o diesel têm uma certa “margem de segurança contra o aumento de preços”.
“No entanto, a taxa de crescimento dos preços da eletricidade, que é superior à dos carros elétricos, piora significativamente sua principal vantagem competitiva, o baixo preço das viagens por quilômetro. Não se deve esperar uma aceleração significativa na Europa nos próximos anos na implementação da política de se afastar dos combustíveis petrolíferos devido ao embargo aos produtos petrolíferos russos”, prevê Kolobanov.
Tal opinião é também compartilhada por Dmitry Akishin, diretor de Gás e Química da Vygon Consulting. A seu ver, os altos preços do combustível convencional certamente incentivam a mudança para carros elétricos ou combustíveis alternativos.
“No entanto, os preços das fontes de energia alternativas também permanecerão altos durante pelo menos os próximos dois-três anos. Portanto, não devemos esperar uma mudança dramática na estrutura do consumo de energia no curto prazo”, acrescentou o especialista.



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Via Sputnik News- IMG Autor