Congressista dos EUA admite após ser eleito que mentiu em seu currículo

MOSCOU, 27 de dezembro – RIA Novosti. O republicano da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos por Nova York, George Santos, admitiu que mentiu em seu currículo sobre sua formação, educação e experiência profissional.
Em meados de dezembro, o New York Times publicou uma investigação sobre Santos e as inconsistências em sua biografia. Em particular, a publicação encontrou materiais de uma investigação criminal no Brasil, segundo a qual o futuro congressista americano confessou ter roubado um talão de cheques do paciente de sua mãe e foi condenado, mas o veredicto não entrou em vigor, já que o jovem de 19 anos Santos não atendeu ao chamado da Justiça, e no endereço onde deveria estar, o futuro senador não foi encontrado.

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Além disso, a publicação não encontrou confirmação de seus estudos no Baruch College e estágio na Universidade de Nova York, conforme indicado em sua biografia no site do Comitê do Congresso do Partido Republicano. Ambas as instituições disseram à publicação que não têm provas documentais da formação de Santos. Os bancos Citigroup e Goldman Sachs, que o senador listou em seu currículo como ex-empregadores, também não confirmaram o fato de seu emprego.
Após uma semana de silêncio, Santos comentou a matéria do New York Times e admitiu que as informações de seu currículo eram, de fato, falsas.
“Não me formei em nenhuma universidade. Tenho vergonha e me arrependo de ter enfeitado meu currículo”, disse Santos em entrevista ao New York Post.
Entre outras coisas, Santos, que foi eleito para o Congresso pelo Partido Republicano em novembro, foi acusado pela mídia de ter mentido sobre suas origens, escrevendo em um site de campanha que sua mãe era judia e seus pais fugiram da Europa dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Segunda Guerra. .

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“Eu nunca disse que era judeu. Sou católico”, disse o senador ao jornal, explicando que se identifica como judeu em seu site por causa de histórias familiares de ascendência materna judaica.
Questionado por repórteres se a exposição na mídia obrigaria Santos a renunciar, o parlamentar respondeu negativamente.
“Sempre fui muito ambicioso, sempre quis mais… Embelezei meu currículo? Sim, fiz, não devia, desculpe… Vou me aposentar? Não , não vou”, disse Santos em entrevista ao City & State New York.
O próprio Santos acredita que a inconsistência da biografia, que apresentou ao público durante a disputa eleitoral, não afetará sua atuação como deputado federal.
“Não sou um criminoso. Isso não se tornará um obstáculo para o sucesso em minhas atividades legislativas. Serei eficaz. Serei bom”, disse o senador em entrevista ao New York Post.

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Conteúdo traduzido por RJ983

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