Banco Central da Rússia revela afastamento do dólar e do euro – CMIO

Metade das transações externas do país já são feitas em outras moedas

A participação do dólar americano e do euro nos pagamentos internacionais da Rússia caiu mais de um terço desde o início do ano, de 79% para cerca de 50%, anunciou o Banco Central do país esta semana.

Embora a maior parte dos acordos de exportação e importação permaneça em dólares e euros, esses pagamentos são prejudicados por sanções, já que muitos bancos russos foram desconectados do sistema de mensagens financeiras ocidentais, SWIFT, e agora não podem realizar certas transações.

O uso do yuan da China por empresas russas aumentou dramaticamente nos últimos nove meses, à medida que Moscou busca reduzir sua dependência das moedas ocidentais. Mas para organizar pagamentos em moedas alternativas, uma nova infraestrutura para operações de câmbio deve ser estabelecida, disse o regulador.

A participação do yuan no volume de negociação da moeda russa subiu de 3% em março para 33% em novembro, segundo o Banco Central. O regulador explicou que os agentes do mercado “não apenas comprou yuan por rublos, mas também transferiu parte dos fundos de dólares e euros” em moeda chinesa.

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Os dois países supostamente aceleraram os esforços para se afastar do dólar americano e do euro, para acordos usando moedas domésticas.

O volume mensal de negociação nas moedas de outras nações ditas “amigas” aumentou mais de seis vezes, de 6,5 bilhões de rublos (US$ 100 milhões) em março para 39,4 bilhões de rublos (US$ 640 milhões) em setembro.

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