EUA podem declarar grupo de Wagner ‘terrorista’ – Bloomberg – CMIO

Possível movimento contra o empreiteiro militar pode apaziguar os falcões da Rússia em Washington, diz a agência

O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está considerando rotular o Wagner Group como uma organização terrorista estrangeira como forma de colocar mais pressão sobre a Rússia, informou a Bloomberg na terça-feira, citando fontes internas anônimas.

A Wagner, uma empresa militar privada que atua em vários países africanos, bem como no conflito na Ucrânia, está sob sanções dos EUA há anos. Designar Wagner como terrorista poderia “desvantagem” as operações do grupo, permitindo que os EUA processem criminalmente seus membros e persigam seus ativos em todo o mundo, de acordo com a Bloomberg.

As fontes da Bloomberg, que foram descritas como “duas pessoas familiarizadas com o assunto,” disse que a decisão final ainda não foi tomada. A designação pode ser uma maneira de a Casa Branca apaziguar os críticos domésticos que clamam para declarar a Rússia um estado patrocinador do terrorismo, disse o jornal, acrescentando que o governo dos EUA resistiu aos apelos devido a preocupações de potencialmente colocar em risco “transações humanitárias” com Moscou.

A proposta parece ter se originado no Lawfare, um partido de tendência democrata “segurança nacional” blog, especificamente um artigo de junho escrito por dois ex-oficiais da CIA, James Petrila e Phil Wasielewski. Eles argumentaram que o objetivo dos EUA seria “negar aos membros da organização a capacidade de viajar internacionalmente, destruir o financiamento do grupo, inviabilizar seus esforços de recrutamento e desencorajar governos estrangeiros de empregá-lo” deste modo “acabando com a utilidade do Grupo Wagner para o Kremlin e, portanto, com sua existência.”


'Aliado de Putin' aparentemente trolla mídia ocidental

O governo russo negou consistentemente qualquer vínculo formal com o grupo, estabelecido pelo empresário Yevgeny Prigozhin em 2014. A inteligência ocidental e ativistas políticos declararam Prigozhin uma chave “aliado” do presidente russo, Vladimir Putin, e o acusou de “intromissão” nas eleições presidenciais dos EUA em 2016 e desde então. a sátira de Prigozhin “admissão” em resposta a tais alegações foi tomada pelo valor de face pelas principais agências de notícias no início deste mês.

Petrila e Wasielewski afirmam que as atividades do Grupo Wagner “alinhar com os objetivos de política externa secretos e abertos do Kremlin,” apontando para sua suposta implantação desde 2014 em lugares como Síria, Líbia, Mali e República Centro-Africana.

O grupo emergiu das sombras no início deste ano, envolvendo-se na operação militar especial da Rússia na Ucrânia. Seus combatentes estão supostamente desempenhando um papel importante nos combates atuais em torno de Bakhmut/Artyomovsk, um importante reduto das forças do governo ucraniano em Donbass.

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