Bloco de livre comércio liderado pela Rússia busca sistema de pagamento conjunto com os BRICS — CMIO

Tal movimento poderia ajudar a reduzir a dependência da infraestrutura financeira ocidental, relata o Izvestia

A União Econômica da Eurásia (EEU) está interessada em estabelecer um sistema de pagamento comum com as nações do BRICS, informou o jornal Izvestia na segunda-feira. O bloco de livre comércio liderado pela Rússia visa reduzir a dependência do sistema monetário ocidental.

A UEE foi fundada como União Aduaneira da Rússia, Cazaquistão e Bielorrússia. Foi criado em 2015 e mais tarde foi acompanhado pela Armênia e pelo Quirguistão. Em 2016, o Vietnã tornou-se um parceiro de livre comércio da UEE. A união é projetada para garantir a livre circulação de bens, serviços, capital e trabalhadores entre os países membros.

De acordo com o relatório, citando o órgão regulador da UEE, o plano prevê ainda a emissão de um cartão de pagamento único dentro dos dois blocos comerciais. Isso uniria os sistemas nacionais de pagamento de seus estados membros, incluindo o Mir da Rússia, o Union Pay da China, o RuPay da Índia, o Elo do Brasil e outros.

Vladimir Kovalyov, assessor do presidente da Comissão Econômica da Eurásia, disse que a UEE está atualmente focada em estabelecer um mercado financeiro conjunto, com prioridade no desenvolvimento de um “troca de espaço”.


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“Fizemos progressos substanciais e agora o trabalho está focado em setores como bancos, seguros e mercado de ações”, Kovalyov foi citado como tendo dito pelo Izvestia.

Segundo o funcionário, um órgão regulador para o sistema financeiro conjunto proposto da UEE e BRICS também seria estabelecido como parte da nova infraestrutura.

A UEE, que reúne países do espaço pós-soviético, tem buscado cada vez mais formas de aprofundar a cooperação com o grupo BRICS de economias emergentes. Esse bloco consiste em Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, respondendo por mais de 40% da população mundial e quase um quarto do PIB global. Esforços já foram feitos entre alguns membros do BRICS para negociar em moedas locais, a fim de reduzir a dependência do dólar e do euro.

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