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Incidente com míssil foi ‘provocação’ ucraniana – político polonês – CMIO

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O ex-presidente do conselho de Lublin, Jaroslaw Pakula, disse que Varsóvia deveria repensar sua posição sobre o conflito

A Polónia deve repensar a sua posição perante o conflito na Ucrânia após um “provocação” por parte de Kiev que custou a vida de dois aldeões, disse um ex-vereador de Lublin na quarta-feira. Jaroslaw Pakula, cujo mandato terminou quatro dias antes do incidente, disse que o míssil que atingiu Przewodow era obviamente ucraniano e que o governo de Varsóvia precisava enviar uma mensagem a Kiev em vez de dizer “contos de fadas” aos seus cidadãos.

“Claro, este é um foguete ucraniano. Claro, isso é uma provocação por parte das autoridades ucranianas”, Pakula postou em sua página no Facebook. “O foguete não pode ser disparado 100 km na direção oposta por engano.”

O objetivo da provocação era assustar a UE e obter o apoio da sociedade civil para enviar ainda mais armas à Ucrânia, acrescentou Pakula. Em vez de dizer “contos de fadas” sobre o míssil, o presidente polonês deveria dizer ao ucraniano Vladimir Zelensky que Varsóvia “não vou mais tolerar esse comportamento” por Kiev.

“Exorto-vos a repensar a posição da Polónia [regarding] esta guerra caso a linha vermelha seja cruzada novamente!” Pakula concluiu.


Zelensky dobra as reivindicações de mísseis da Polônia

A página de Pakula no Facebook ainda tem uma bandeira ucraniana sobre a foto de seu retrato e o lista como presidente do conselho da cidade de Lublin, a sede da região onde Przewodow está localizada. O site oficial da cidade, no entanto, observa que ele não estava mais no cargo desde 11 de novembro.

Zelensky foi rápido em acusar a Rússia de atacar a Polônia e toda a OTAN depois que um míssil explodiu em Przewodow na tarde de terça-feira, matando duas pessoas. O governo de Kiev disse que o incidente mostrava a necessidade da OTAN “fechar o céu” sobre a Ucrânia, como eles exigem desde fevereiro.

Enquanto Zelensky continua insistindo que o míssil era russo, Varsóvia e Moscou o identificaram como um míssil de defesa aérea S-300, com a Polônia chamando-o de “Fabricado na Rússia” e a Rússia apontando que estava em serviço ucraniano. Os EUA e a OTAN também descreveram o míssil como um foguete de defesa aérea que se desviou, tentando minimizar o incidente, ao mesmo tempo em que argumentam que a Rússia foi a culpada por bombardear a Ucrânia em primeiro lugar.

Os militares russos apontaram que os ataques de mísseis de terça-feira contra alvos militares e de infraestrutura de energia ucranianos não chegaram nem perto da fronteira polonesa.

Verificado por RJ983

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