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Polônia se abstém de usar o artigo 4º da Carta da OTAN, diz primeiro-ministro

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Na noite de terça-feira (15), dois mísseis caíram no território da Polônia, matando duas pessoas. Primeiro, Varsóvia havia afirmado que eles eram de fabricação russa e que por isso o país estaria convocando o conselho da OTAN. Hoje (16), no entanto, o presidente polonês, Andrzej Duda, disse que era altamente provável que os mísseis pertencessem à Ucrânia.

“O desenrolar dos acontecimentos e as informações recebidas durante a noite nos levaram à conclusão de que não se tratou de um ataque deliberado à Polônia. Segundo as nossas informações, não havia qualquer plano de ataque ao território da Polônia. Portanto não lançamos o 4º artigo, mas o manteremos na reserva”, disse Morawiecki.

O primeiro-ministro destacou que a Polônia está constantemente consultando a OTAN.

“Na verdade, estamos constantemente consultando [a OTAN]. Mas dentro da estrutura do tratado de defesa de Washington, existe o artigo 4º, que obriga os participantes a uma consulta urgente em caso de ameaça. Com o presidente, no conselho do Comitê de Segurança Nacional ontem à noite, decidimos que iríamos verificar os pré-requisitos para o uso do artigo 4º. E se fossem cumpridos, nosso embaixador [na OTAN] teria a oportunidade de usá-lo”, disse ele.

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, admitiu nesta quarta-feira (16) que não há indícios de que a Rússia esteja preparando uma ofensiva militar contra a aliança e que análises preliminares sugerem que o incidente foi causado por um míssil de defesa aérea ucraniano, conforme noticiado.
O Ministério da Defesa da Rússia disse que as tropas russas não realizaram nenhum ataque perto da fronteira polonesa, que as fotos divulgadas na mídia não têm nada a ver com armas russas e que os mísseis foram disparados pelo sistema S-300 da Ucrânia.
Operação especial militar russa

Reação ao incidente com míssil na Polônia não indica degelo nas relações OTAN-Rússia, diz MRE russo



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