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Nova política migratória da Itália sob fogo — CMIO

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Governo de Giorgia Meloni fecha portos para navios de resgate de migrantes de ONGs, deixando mais de 200 pessoas no mar

O governo recém-formado da Itália sob o primeiro-ministro Giorgia Meloni cumpriu sua promessa de campanha de reprimir a migração ilegal, com mais de 200 refugiados impedidos de desembarcar navios de resgate de ONGs que entraram nos portos italianos.

Nos últimos 14 dias, navios administrados por instituições de caridade europeias, como SOS Mediterranee, SOS Humanity e Médicos Sem Fronteiras, tentam atracar nos portos da Itália para descarregar várias centenas de migrantes resgatados de barcos sobrecarregados que tentam cruzar o Mar Mediterrâneo do norte da África para Europa.

No domingo, as autoridades italianas permitiram que o Humanity-1, operado em Berlim, e o Geo Barents, com bandeira norueguesa, atracassem no porto italiano de Catania para descarregar alguns de seus passageiros, no entanto, apenas grupos selecionados de pessoas foram autorizados a desembarcar.

O Humanity-1 conseguiu desembarcar 144 crianças, mulheres grávidas, mães com bebês e pessoas com necessidade de cuidados médicos urgentes, enquanto 35 homens permaneceram a bordo. O Geo Barents foi autorizado a liberar 357 passageiros, mas 215 homens ainda estão impedidos de deixar o navio.

O ministro do Interior italiano, Matteo Piantedosi, afirmou que aqueles que não se qualificam como “vulnerável” deve deixar as águas italianas e insistiu que isso deve ser feito pelos navios de caridade que resgataram os migrantes em primeiro lugar.


A migração ilegal para a UE aumenta

Os capitães dos navios da ONG, no entanto, recusam-se a deixar o porto de Catania “até que todos os sobreviventes resgatados do perigo no mar tenham sido desembarcados.” A SOS Humanity prometeu iniciar uma ação legal contra Roma, acusando-a de violar a Lei Europeia e a Convenção de Genebra sobre Refugiados.

Enquanto isso, dois outros navios de ONGs ficaram presos no mar, pois nenhum porto italiano está disposto a aceitá-los. O Rise Above, administrado pelos alemães, atualmente tem 93 pessoas a bordo, enquanto o Ocean Viking da SOS Mediterranee tem cerca de 234 passageiros.

A situação está se desenrolando quando a nova primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, destacou a migração ilegal como uma das principais prioridades de seu governo, durante seu discurso de posse aos parlamentares italianos.

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Verificado por RJ983

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