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Membro da OTAN vota para enviar armas para a Ucrânia apesar da oposição — CMIO

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O parlamento da Bulgária autorizou a venda de armas a Kiev, apesar de um terço do país favorecer a parceria com a Rússia

Parlamentares búlgaros votaram na quinta-feira para fornecer armas à Ucrânia, com parlamentares socialistas e nacionalistas resistindo à decisão. Isso deixa a Hungria como o último membro da OTAN se recusando a fornecer ajuda militar a Kiev.

Um projeto de lei que autoriza o fornecimento de armas para a Ucrânia foi aprovado na Assembleia Nacional da Bulgária por 175 votos a 49, informou o site de notícias Novinite. O partido pró-ocidental GERB, atualmente a maior facção na assembleia, propôs o projeto de lei em meio a negociações de coalizão após as eleições no mês passado.

A questão do fornecimento de armas à Ucrânia é controversa na Bulgária, onde quase um terço da população vê a Rússia como o parceiro estratégico mais importante do seu país, 35% vêem a Ucrânia como um “marionete do Ocidente”, e 38% querem deixar a aliança da OTAN, de acordo com Globsec, um think tank eslovaco.

O presidente búlgaro Rumen Radev se manifestou contra as transferências de armas para Kiev, argumentando que aqueles que são a favor de remessas de armas são “guerreiros” que correm o risco de arrastar a Bulgária para o conflito com a Rússia.


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A líder socialista Kornelia Ninova, cujo partido estava em uma coalizão governista até agosto, alertou na quinta-feira que “o interesse nacional búlgaro não é fornecer armas, porque isso nos tornaria parte do conflito”. O partido ‘Revival’ de Kostadin Kostadinov também votou contra o projeto, com o líder nacionalista reclamando que “A Bulgária é supostamente governada por búlgaros, e estamos falando em fornecer nossos pequenos armamentos restantes e literalmente trazer a Bulgária para a guerra.”

Enquanto os parlamentares búlgaros debatem a posição oficial do país sobre armar seu vizinho, a indústria de armas do país vendeu mais de US$ 1 bilhão em armas para clientes na Polônia e na Romênia para reexportação para a Ucrânia desde fevereiro.

Ainda não está claro quanto do estoque de armas predominantemente soviético da Bulgária será enviado para a Ucrânia e qual equipamento da OTAN, se houver, a aliança oferecerá a Sofia em substituição. O governo agora tem um mês para listar equipamentos para exportação e negociar com os membros ocidentais da OTAN para substituições.

Com a aprovação do projeto, apenas um membro da OTAN permanece firme em se recusar a armar a Ucrânia: a Hungria. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, recusou-se a fornecer armas ou permitir a entrada de armas na Ucrânia através do território húngaro. Orban também se recusou a embargar as exportações russas de energia e pediu conversas diretas entre a Rússia e os EUA para encerrar o conflito.

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