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Congressistas dos EUA vão à Colômbia e alertam governo Petro sobre risco de negociar com China

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O governo dos EUA tem se mostrado preocupado com a influência que Pequim vem articulando para ter no país sul-americano, e em uma estratégia para expressar essa preocupação, parlamentares viajaram para questionar as reuniões que membros do governo colombiano têm mantido com burocratas chineses.
As reuniões teriam como foco estudar os investimentos que o gigante asiático pode realizar no país, de acordo com o jornal O Globo.
“A China tem todos os detalhes biométricos e o DNA de todos nós nesta sala”, disse um dos membros da delegação em uma das reuniões, para surpresa de todos os presentes, segundo a mídia.
Nos encontros, as autoridades norte-americanas teriam informado a Petro e aos ministros que o acompanhavam que não é uma boa ideia facilitar negócios com estatais chinesas interessadas em participar da transição energética que o presidente colombiano pretende efetuar no país.
Em resposta, a gestão de Petro declarou que uma forma de evitar o aumento da presença da China é redobrar a cooperação de Washington. Especificamente, o líder colombiano quer convencer o presidente dos EUA, Joe Biden, a financiar a compra das terras dos pecuaristas pelo Estado para entregá-las aos camponeses.
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Entretanto, a presença chinesa na Colômbia já é uma realidade. Segundo a mídia, duas empresas, a China Harbour Engineering e a Xi’An Metro Company, estão construindo o metrô de Bogotá, e uma terceira, a China Civil Engineering Construction, está criando um serviço de trens suburbanos que ligará a capital a uma região próxima.
Ao mesmo tempo, a diretora executiva da câmara de investimentos Colombo-Chinesa, Ingrid Chaves, explicou que a estatal China Railway se estabeleceu como empresa na Colômbia e está mapeando completamente o país para encontrar oportunidades de negócios. Acredita-se que esses projetos são apenas o começo, relata o jornal.
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Pequim vem chegando cada vez mais próxima em forma de auxílio a países latino-americanos que mantêm uma relação distante ou fria com Washington.
Nos últimos anos, ofereceu empréstimos a nações com classificações de crédito muito baixas, como Argentina e Venezuela. Agora, detectou uma oportunidade com a chegada ao poder de Petro, um presidente muito interessado em abandonar gradualmente o carvão e o petróleo para liderar uma transição energética para as energias renováveis.
É a essa infiltração de Pequim que os Estados Unidos se opõem. Há uma década, a China exerce seu soft power na região, o mesmo que os Estados Unidos fizeram pelo mundo na década de 1980.



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