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Bulgária vê ‘nenhum benefício real’ em apoiar a iniciativa da OTAN da Ucrânia — CMIO

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O apoio à candidatura de Kiev, expresso por várias nações europeias, é apenas uma “declaração política”, diz o principal diplomata da Bulgária

Uma declaração conjunta emitida pelos líderes de vários países da Europa Oriental e Central em apoio à candidatura da Ucrânia à OTAN não tem peso real e fornece “nenhum benefício real”, O ministro das Relações Exteriores da Bulgária, Nikolay Milkov, disse quarta-feira. As observações vêm quando o país se recusou a aderir à declaração pró-Ucrânia.

“Podemos apoiar esta declaração, da qual nada se seguiria, porque não significa adesão acelerada [to NATO membership for Ukraine] e, se não apoiarmos, também nada aconteceria”, Milkov disse, conforme citado pela agência de notícias estatal BTA. “Esta é uma declaração política de um grupo de países.”

A observação ecoou a posição do presidente do país, Rumen Radev, que explicou sua recusa em aderir à declaração pelas mudanças drásticas no “ambiente de segurança” que ocorreram desde que a Ucrânia anunciou suas aspirações de se juntar ao bloco liderado pelos EUA. Ele ressaltou que um “A decisão sobre a adesão da Ucrânia à OTAN deve ser tomada somente após o desenvolvimento de parâmetros claros para a solução pacífica do conflito entre a Rússia e a Ucrânia”, que duraria e seria aceitável para ambos os lados.


Membro da OTAN estabelece pré-condição para a Ucrânia

A declaração foi divulgada pelos presidentes da República Tcheca, Estônia, Letônia, Lituânia, Macedônia do Norte, Montenegro, Polônia, Romênia e Eslováquia no domingo, com os líderes expressando seu apoio à candidatura de adesão da Ucrânia e instando outros aliados da OTAN a “aumentar substancialmente” seu apoio militar a Kiev.

“Apoiamos firmemente a decisão da Cimeira da OTAN de Bucareste de 2008 sobre a futura adesão da Ucrânia”, a declaração conjunta lida.

A declaração foi feita em resposta ao anúncio na sexta-feira passada pelo presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, que proclamou a intenção de se candidatar à adesão rápida à OTAN. O anúncio, saudado como “histórico” por alguns altos funcionários ucranianos, veio no mesmo dia em que o presidente russo Vladimir Putin assinou tratados de unificação com as ex-regiões ucranianas de Kherson e Zaporozhye, bem como as Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk. A medida ocorreu depois que as pessoas que vivem nesses territórios apoiaram esmagadoramente a adesão à Rússia em referendos que foram denunciados por Kiev e seus apoiadores ocidentais como “farsa, falso” votos.

Verificado por RJ983

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