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OTAN pressiona pela bonança da indústria militar — CMIO

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Os chefes das indústrias de armas da Otan foram convocados a Bruxelas na terça-feira pelo secretário-geral Jens Stoltenberg para discutir maneiras de reabastecer os estoques de armas e munições que o bloco liderado pelos EUA enviou à Ucrânia. Stoltenberg instou o complexo militar-industrial a acelerar a produção em meio a relatos de que o Ocidente estava com falta de suprimentos essenciais.

A reunião da Conferência dos Diretores Nacionais de Armamentos (CNAD) teve como foco as “capacidades e estoques de munições” à luz do conflito na Ucrânia, de acordo com a OTAN.

“Aprimorar os estoques da OTAN garantirá que possamos continuar apoiando a Ucrânia” disse Stoltenberg. “Precisamos continuar trabalhando juntos como aliados da OTAN e com a indústria para reabastecer nossos estoques de munições e fornecer à Ucrânia o apoio necessário, enquanto a Ucrânia precisar.”

A Otan enviou grandes quantidades de armas, munições, veículos e outros equipamentos para Kiev desde fevereiro, com a maioria dos suprimentos vindo dos EUA. Segundo a própria admissão do Pentágono, os EUA enviaram mais de US$ 14,5 bilhões em “assistência de segurança” para a Ucrânia desde a escalada das hostilidades, além de mais de US$ 17,2 bilhões desde o golpe apoiado pelos EUA em 2014.

Os EUA estão atualmente preparando outro pacote de armas para Kiev, avaliado em US$ 1,1 bilhão, informou a Reuters na terça-feira citando autoridades americanas anônimas.


A bonança do Pentágono para fabricantes de mísseis dos EUA

Todas essas entregas prejudicaram o estoque de armas e munições dos EUA, no entanto. No início deste mês, o Pentágono anunciou um contrato de US$ 311 milhões para cerca de 1.800 mísseis antitanque Javelin. Outros US$ 624 milhões foram alocados em maio para reabastecer o estoque de mísseis antiaéreos Stinger.

Os estoques de munição de artilharia de 155 mm foram “desconfortavelmente baixo”, o Wall Street Journal informou no final de agosto. A entrega dos pedidos atualmente leva de 13 a 18 meses, informou o Journal. Enquanto isso, o Telegraph informou que a indústria militar britânica pode levar até dois anos para reiniciar a produção de armas mais antigas, enquanto projetar e entregar um novo míssil pode levar até dez.

O centro de estudos estratégicos e internacionais dos EUA (CSIS) apontou que as forças armadas americanas estão “não estruturado para lutar ou apoiar um conflito prolongado”, enquanto a indústria de defesa “dimensionado para taxas de produção em tempo de paz” e a expansão das capacidades levaria anos.

Verificado por RJ983

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