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The National Interest: a China anexará Taiwan dentro de uma geração — ou nunca mais

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A política de Washington de “ambiguidade estratégica” em relação ao status de Taiwan é absurda, tendo perdido seu objetivo original de afastar a China comunista da União Soviética. Esta não é uma declaração sutil destinada a preservar a paz, como afirmam seus apoiadores no governo dos EUA, porque apela para algum equilíbrio político imaginário, escreve o colunista do The National Interest.
Segundo o autor do artigo, quase todas as grandes guerras foram desencadeadas por líderes políticos interessados em fechar irreversivelmente as janelas de oportunidade para seus oponentes. Com base nas lições da história, é por essa razão que foram realizados ataques preventivos em territórios inimigos.
Da mesma forma, o secretário-geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, se encontra ante numerosas janelas de oportunidade. A longo prazo, o crescimento econômico da China será quase metade do da Índia, seu principal rival na Ásia.
Em alguns anos, a população trabalhadora da China deve encolher em 35 milhões, levando a sérias consequências ambientais e uma ameaça à segurança alimentar do país.
No curto prazo, o presidente Xi enfrentará desafios como o rearmamento de Taiwan, os principais investimentos de Washington em suas Forças Armadas, bem como o fortalecimento gradual da aliança antichinesa na costa do Pacífico, afirma a matéria do The National Interest.
É improvável que Xi tente tomar Taiwan até ser reeleito para um terceiro mandato, o que pode levar vários meses se outras facções dentro do Partido Comunista da China (PCC) assim permitirem.
Segundo o autor do artigo, novos progressos na questão de Taiwan para Xi Jinping também dependem do apoio de seu aliado Vladimir Putin.
No entanto, a perda da Rússia afetaria negativamente o fornecimento de combustíveis fósseis e alimentos de Pequim a partir da zona do Golfo Pérsico, algo que a China precisará para sobreviver a um eventual bloqueio naval prolongado dos EUA.
Nesse cenário, Pequim perderia sua parceria com o Cazaquistão e Belarus, e Moscou se mudaria para o campo indiano, afastando a China de muitos dos aliados da era soviética, como a Síria e Cuba.
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No entanto, o bloqueio chinês ou invasão de Taiwan depende de três outros fatores. Primeiro, a China precisa ter superioridade militar em sua plataforma continental o suficiente para manter afastados os submarinos americanos e aliados, o que requer a revisão de suas capacidades antissubmarino.
Em segundo lugar, a China precisa aumentar o poder de sua força aérea ao ponto de alcançar a supremacia aérea ao longo e ao redor de Taiwan a longo prazo.
Em terceiro lugar, a China está trabalhando freneticamente para construir seu arsenal nuclear. Ao contrário da Guerra da Coreia de 1950-53 ou das crises do Estreito de Taiwan de 1954 e 1958, quando a China se beneficiou nominalmente do guarda-chuva nuclear soviético, Pequim agora estará sozinha no ataque a Taiwan. Pequim está ciente de que a atual dissuasão nuclear da China é vulnerável a um primeiro ataque dos EUA.
Dos seus 116 mísseis balísticos intercontinentais, apenas os 24 mísseis DF-41 móveis permitem atingir todo o continente americano. No entanto, há fortes evidências de que os mísseis terrestres móveis são particularmente vulneráveis na era dos drones.
Para resolver esse problema, a China está construindo silos para mísseis balísticos intercontinentais com capacidade para 300 unidades, que estarão prontas até 2024, escreve o colunista do The National Interest.
A China também não tem resposta à estratégia dos EUA de dissuasão convencional contra o arsenal nuclear de um adversário. Como Pequim sabe que sua frota e armas nucleares terrestres serão atacadas e destruídas no início de um conflito por Taiwan, ela enfrenta o dilema de “usar ou perder”, algo que não poderá ser resolvido até que possa impor uma ameaça semelhante ao arsenal nuclear dos EUA.
Para isso, a China precisaria de uma Marinha com alcance global, incluindo uma rede mundial de bases amigáveis apoiando uma grande frota de submarinos nucleares silenciosos. Atualmente, a China possui 58 submarinos, dos quais apenas seis são movidos a energia nuclear.
Xi Jinping tem numerosas janelas de oportunidades, mas todas elas precisam de existir em simultâneo. Isso requer uma consolidação política mínima para lidar com as consequências da eventual ruptura do comércio dos EUA e possivelmente bloqueio naval, uma resposta esperada à tentativa da China de tomar Taiwan.
Precisa de uma força aérea e naval fortes, capazes de suportar um conflito de atrito, bem como para proteger as forças de dissuasão nuclear da China. Ele deve fazer tudo isso dentro de uma geração antes que o crescimento econômico da Índia, os custos ambientais causados pelas mudanças climáticas, a fraqueza demográfica ou até mesmo de uma liberalização política adicional na China tornem Taiwan inatingível, conclui o colunista do The National Interest.



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