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Reino Unido muda o tom para 'manter diálogo aberto' com China depois de posse de Truss


De acordo com o South China Morning Post (SCMP), a China e o Reino Unido concordaram em “manter o diálogo aberto”, evitando conflitos e confrontos, quando o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, se encontrou com seu novo homólogo britânico, James Cleverly, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) em Nova York.
“Uma relação sólida China-Reino Unido é baseada no respeito mútuo, com a compreensão objetiva como pré-requisito e o tratamento adequado das diferenças como a chave”, disse Wang, de acordo com um relato da agência de notícias estatal Xinhua.
O chanceler chinês definiu a importância de um envolvimento construtivo com a China como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU em questões-chave, incluindo segurança, mudança climática e saúde global, destacando a importância de manter canais para discutir questões sobre as quais ambas as partes não concordam.
Wang exortou o Reino Unido a aderir à política de Uma Só China e a expressar clara oposição à independência de Taiwan, enquanto Cleverly disse que a posição do Reino Unido sobre a ilha permanece inalterada, mas expressou preocupação com as atuais tensões no estreito de Taiwan no comunicado emitido pelo Reino Unido.
A reunião de Wang e Cleverly ocorreu na terça-feira (20), quando a nova primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, condenou as “provocações” da China sobre Taiwan em uma reunião com o primeiro-ministro japonês Fumio Kishida no mesmo dia.
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Truss, que já tinha assumido uma postura retórica dura em relação à China como secretária de Relações Exteriores, também levantou preocupações sobre a “crescente assertividade” do país ao se encontrar com o presidente dos EUA, Joe Biden, na quarta-feira (21).
Reino Unido e China entraram em conflito em torno de várias questões nos últimos anos, incluindo direitos humanos e democracia.
No ano passado, o Reino Unido se juntou aos EUA e à Austrália no acordo AUKUS, ajudando a Austrália a adquirir submarinos movidos a energia nuclear para combater a presença militar da China na região.
A China condenou o acordo como uma ameaça à estabilidade e segurança regional e está enervada com os esforços do Reino Unido para aumentar sua presença no Indo-Pacífico – uma abordagem que alguns observadores acreditam que pretende seguir os EUA, tornando-se um “formulador de regras” na região.
A China foi o terceiro maior parceiro comercial do Reino Unido nos quatro trimestres até o final do primeiro trimestre deste ano, de acordo com o Departamento Britânico de Comércio Internacional, chegando a um total de £ 93,4 bilhões (cerca de R$ 545,8 bilhões) em trocas comerciais, o equivalente a 6,9% de acordo com o SCMP.



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