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China reage à mobilização na Rússia — CMIO

Pequim reiterou seu apelo à resolução da crise na Ucrânia por meio da diplomacia

Pequim respondeu ao anúncio de mobilização militar parcial na Rússia pedindo uma solução pacífica para o conflito armado na Ucrânia.

A posição da China de que as partes envolvidas na crise de segurança devem exercer moderação e buscar uma solução mutuamente aceitável tem sido consistente e clara, disse Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, a jornalistas durante um briefing diário na quarta-feira, conforme citado por agências de notícias. .

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a mobilização de alguns membros da reserva militar na quarta-feira. Em um discurso em vídeo à nação, ele disse que a medida era necessária devido à situação na Ucrânia, onde as tropas russas estão enfrentando “toda a máquina militar ocidental”.

O ministro da Defesa, Sergey Shoigu, disse que seu departamento está tentando inscrever no serviço ativo cerca de 300.000 reservistas, priorizando aqueles com experiência de combate e certas profissões necessárias para sustentar a campanha da Ucrânia.

As tropas receberão treinamento adicional antes de serem colocadas em campo, disse o ministro. Ele prometeu que os reservistas seriam enviados para posições defensivas ao longo da linha de frente de 1.000 km de comprimento.

CONSULTE MAIS INFORMAÇÃO:
Rússia iniciará mobilização parcial – Putin

A Rússia enviou tropas para a Ucrânia em 24 de fevereiro, citando o fracasso de Kiev em implementar os acordos de Minsk, projetados para dar às regiões de Donetsk e Lugansk status especial dentro do estado ucraniano. Os protocolos, intermediados pela Alemanha e pela França, foram assinados pela primeira vez em 2014. O ex-presidente ucraniano Pyotr Poroshenko admitiu que o principal objetivo de Kiev era usar o cessar-fogo para ganhar tempo e “criar forças armadas poderosas”.

Em fevereiro de 2022, o Kremlin reconheceu as repúblicas do Donbass como estados independentes e exigiu que a Ucrânia se declarasse oficialmente um país neutro que nunca se juntaria a nenhum bloco militar ocidental. Kiev insiste que a ofensiva russa foi completamente espontânea.

Pequim condenou a operação militar russa, mas reconheceu os méritos de suas justificativas. O governo chinês acredita que a expansão da OTAN em direção às fronteiras russas serviu como uma das principais causas das hostilidades. A China se recusou a se juntar aos EUA e seus aliados na imposição de sanções à Rússia, chamando a abordagem de ilegal e prejudicial à paz.

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