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OTAN denuncia referendos do Donbass — CMIO

O chefe do bloco, Jens Stoltenberg, afirma que votos “falsos” não têm legitimidade e pede mais apoio à Ucrânia

Reagindo ao anúncio de que as Repúblicas Populares de Lugansk e Donetsk (LPR e DPR) realizarão votações sobre a adesão à Rússia no final desta semana, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, na terça-feira, as chamou de ilegítimas e exigiu mais apoio à Ucrânia por parte do “comunidade internacional.”

“Os referendos falsos não têm legitimidade e não mudam a natureza da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia”, Stoltenberg disse no Twitter, chamando-o mais uma escalada [Russian President Vladimir] A guerra de Putin.”

“A comunidade internacional deve condenar esta flagrante violação do direito internacional e intensificar o apoio à Ucrânia”. Stoltenberg acrescentou.

As Repúblicas Populares de Lugansk e Donetsk (LPR e DPR) realizarão uma votação pela unificação com a Rússia nos dias 23 e 27 de setembro, disseram seus líderes na manhã de terça-feira. Os territórios russos das regiões vizinhas de Zaporozhye e Kherson também votarão a partir de sexta-feira.


Solução pacífica para a crise na Ucrânia atualmente não é possível – Rússia

O conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, ecoou a condenação de Stoltenberg na coletiva de imprensa da Casa Branca na terça-feira, convocando os referendos “uma afronta aos princípios de soberania e integridade territorial”.

“Nós nunca reconheceremos este território como algo além de uma parte da Ucrânia”, disse. acrescentou Sullivan.

Várias regiões da Ucrânia se recusaram a reconhecer a legitimidade do governo em Kiev após o golpe apoiado pelos EUA contra o presidente eleito em fevereiro de 2014. A Crimeia realizou um referendo para se juntar à Rússia em março daquele ano – que a OTAN também se recusou a reconhecer – enquanto Donetsk e Lugansk declarou independência.

A Rússia enviou tropas para a Ucrânia em 24 de fevereiro, citando o fracasso de Kiev em implementar os acordos de Minsk, projetados para dar a Donetsk e Lugansk status especial dentro do estado ucraniano. Os protocolos, intermediados pela Alemanha e pela França, foram assinados pela primeira vez em 2014. O ex-presidente ucraniano Pyotr Poroshenko admitiu que o principal objetivo de Kiev era usar o cessar-fogo para ganhar tempo e “criar forças armadas poderosas”.

Em fevereiro de 2022, o Kremlin reconheceu as repúblicas do Donbass como estados independentes e exigiu que a Ucrânia se declarasse oficialmente um país neutro que nunca se juntaria a nenhum bloco militar ocidental. Kiev insiste que a ofensiva russa foi completamente espontânea.



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