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Aliança de Moscou com Pequim arruína pretensões de Washington à liderança, diz ex-agente secreta


A matéria foi publicada no dia da reunião de Vladimir Putin com Xi Jinping em Samarcanda, Uzbequistão, durante a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês).

“Se separadamente estes países, considerados pelo Pentágono como os principais adversários dos EUA, representam uma ameaça enorme para os Estados Unidos, então a sua aliança apenas multiplica o perigo”, disse Koffler.

Conforme a ex-agente da inteligência, a Rússia e a China pretendem “unir esforços a fim de diminuir o papel dos EUA na arena internacional”.
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Koffler também destacou “a mudança do centro de gravidade no comércio internacional e investimentos para a Ásia, o que contribui para o fortalecimento da aliança entre Moscou e Pequim”. Além disso, a ex-agente salientou a implementação bem-sucedida de transações em moedas nacionais entre os dois países, em vez do dólar e euro.
Na quinta-feira (15), no âmbito da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai, o presidente russo Vladimir Putin, realizou negociações com o líder chinês Xi Jinping. O líder russo criticou as tentativas do Ocidente de estabelecer uma ordem unipolar no mundo, absolutamente inaceitável do ponto de vista da maioria esmagadora dos povos. O seu homólogo chinês, por sua vez, sublinhou que Pequim, junto com Moscou, está pronta para ser um exemplo de potência mundial responsável e colocar o mundo em uma trajetória de desenvolvimento sustentável e positivo.
Presidente russo, Vladimir Putin,  durante as negociações com o líder chinês, Xi Jinping, às margens da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai em Samarcanda, Uzbequistão, 15 de setembro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 15.09.2022

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Na coletiva de imprensa nas vésperas da cúpula, a embaixadora russa no secretariado da SCO, Natalia Stepkina, enfatizou que a Organização de Cooperação de Xangai foi criada para fomentar a cooperação e o desenvolvimento e não “fazer amizades” contra alguém. Assim, a embaixadora rejeitou quaisquer declarações sobre a comparação da organização com a OTAN.



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