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Borrell compara sanções antirrussas a 'dieta' e espera que pressão do bloco permaneça


A UE não deve suspender as sanções que impôs à Rússia pelo conflito na Ucrânia, mesmo que não tenham efeito imediato, porque funcionam como uma “dieta”, disse o principal diplomata do bloco europeu, Josep Borrell, na terça-feira (13).
Falando em uma sessão plenária do Parlamento Europeu, o chefe das Relações Exteriores da UE comentou sobre os apelos dos Bálcãs Ocidentais a Bruxelas para que remova as restrições antirrussas, dizendo que é importante para a UE “fazer ressaltar que as sanções são eficazes”.
Na semana passada, o presidente sérvio Aleksandar Vucic previu que a Europa enfrentaria um inverno “polar” no próximo ano, em grande parte devido às sanções que o bloco impôs à Rússia, que afetam o setor de energia. Embora a Sérvia não faça parte da UE, as rotas de fornecimento de energia ao país passam por países que fazem, o que significa que a nação seria inevitavelmente prejudicada pelas restrições.
“Não podemos suspender [sanções] até que tenham efeito. Elas podem não ter um impacto imediato. É como fazer dieta para perder peso e ficar aborrecido por não ter perdido quilos e quilos depois de apenas algumas semanas”, disse o diplomata.
De acordo com Borrell, a “dieta” das sanções deve permanecer em vigor, caso contrário, os “quilogramas que você já perdeu serão facilmente repostos“.
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Mídia: sanções antirrussas da UE devem afetar transporte de petróleo através do estreito dinamarquês

O principal diplomata insistiu que, apesar das amplas restrições que a UE impôs à Rússia sobre sua operação militar especial na Ucrânia, ela ainda deve falar com a liderança russa.
“Os diplomatas são treinados para falar com todos e, sem dúvida, há algumas coisas que precisamos discutir com o presidente da Rússia”, observou.
Borrell acredita que o Ocidente deveria conversar com a Rússia particularmente sobre o assunto da Usina Nuclear de Zaporozhie, na Ucrânia, que foi repetidamente bombardeada pelas forças de Kiev, segundo Moscou.
O diplomata disse que a UE deve discutir a segurança da instalação com a Rússia, porque não há “mais ninguém com quem conversar”, além de Moscou, sobre o assunto.
“Existem certas questões que não poderiam ser abordadas sem a participação ativa das autoridades russas”, reiterou, citando como outro exemplo o acordo mediado pela ONU e pela Turquia para desbloquear as exportações de grãos ucranianos através do mar Negro.
As sanções antirrussas afetaram fortemente a economia da UE, deixando-a às voltas com a inflação crescente e uma crise de energia causada em grande parte pela decisão do bloco de se desligar do petróleo russo, bem como pelo fechamento do gasoduto Nord Stream 1 (Corrente do Norte 1).



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