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Putin: muitas empresas estrangeiras e russas querem se juntar ao projeto Sakhalin-2


“Quanto ao Sakhalin-2, vocês sabem que temos pessoas suficientes dispostas a participar deste projeto: entidades jurídicas tanto estrangeiras como russas”, disse Putin em uma reunião sobre o desenvolvimento social e econômico de Kamchatka, localizada no Extremo Oriente russo.
Ainda de acordo com o mandatário, o governo dá prioridade aos consumidores russos no desenvolvimento do projeto Sakhalin-2.
“A questão da alocação de recursos deste campo está relacionada às nossas obrigações, incluindo o trabalho dos operadores deste empreendimento. Uma quantidade significativa é entregue ao Japão, Coreia do Sul, mas é claro que os consumidores domésticos são de suma importância para nós”, disse o líder russo.
O projeto Sakhalin-2 está explorando duas reservas – Piltun-Astokhskoe (principalmente petróleo) e Lunskoe (principalmente gás) – no nordeste da plataforma de Sacalina. O projeto foi administrado pela Sakhalin Energy, em que 50% +1 das ações pertencem à gigante de energia russa Gazprom, 27,5% -1 das ações à petrolífera anglo-holandesa Shell, 12,5% à Mitsui & Co. Ltd. e 10% à Mitsubishi Corporation.
Em junho, o presidente russo Vladimir Putin assinou um decreto sobre medidas econômicas especiais no setor de combustível e energia em meio às ações hostis de Estados estrangeiros. O decreto previa a mudança do operador do Sakhalin-2. De acordo com o documento, a propriedade da Sakhalin Energy vai ser entregue à propriedade da Rússia com transferência simultânea para o novo operador para uso gratuito.
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A Gazprom vai manter sua participação no projeto, enquanto as empresas estrangeiras devem declarar dentro de um mês se aceitam ter a mesma participação na nova operadora. Em seguida, o governo russo deve decidir em três dias se vai transferir alguma participação para uma empresa estrangeira. As ações não transferidas vão ser vendidas, e as empresas estrangeiras vão receber o produto deduzido do custo de qualquer dano causado por elas.
No dia 3 de agosto, o governo russo ordenou a criação da Sakhalin Energy LLC – a nova operadora do projeto Sakhalin-2 com registro na cidade de Yuzhno-Sakhalinsk. Na terça-feira da semana passada (30), o governo russo publicou uma ordem permitindo que a Mitsui assumisse uma participação de 12,5% na nova operadora. No dia seguinte, Moscou também permitiu que a Mitsubishi transferisse uma participação de 10% para a DGS Japan Co. Ltd., uma subsidiária 100% da Mitsubishi. Na quinta-feira passada (1º), a Shell disse que não vai participar do projeto Sakhalin-2 e informou seus parceiros e o governo russo sobre isso.



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Via Sputnik News- IMG Autor




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