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Kremlin: Nord Stream é interrompido por violação de acordos de manutenção e sanções da UE


A pausa no fornecimento de gás através do gasoduto Nord Stream 1 foi causada não por ações da própria Gazprom, mas pela violação pela Europa dos acordos de manutenção dos equipamentos do gasoduto, explicou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
“Se os europeus tomarem uma decisão absolutamente absurda de se recusarem a realizar a manutenção dos equipamentos [da Gazprom], ao qual eles devem prestar assistência de acordo com o contrato, então isso não é culpa da Gazprom, é culpa dos políticos que tomaram a decisão de impor sanções”, disse Peskov.
O porta-voz do Kremlin atacou os governos da União Europeia (UE), dizendo que era culpa deles que seus próprios cidadãos estivessem “em estado de choque” vendo as contas de eletricidade atuais. Ele ressaltou que a situação só vai piorar quando as temperaturas caírem.
Peskov enfatizou que a Gazprom não fez nada para minar sua reputação como fornecedor confiável de recursos energéticos, na qual trabalha há décadas. Ele afirmou que toda a culpa na situação atual é dos Estados ocidentais.
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Suas palavras foram ecoadas pelo vice-primeiro-ministro da Rússia, Aleksandr Novak, que observou que a UE e o Canadá, onde as turbinas do oleoduto estão sendo reparadas pela Siemens, devem alterar suas sanções para cumprir suas obrigações contratuais de manter e consertar os equipamentos obtidos pela Gazprom.
“A política míope [do Ocidente] leva a uma situação em que vemos um colapso nos mercados de energia da Europa. E o pior ainda está por vir”, disse Novak.
O gasoduto Nord Stream reduziu drasticamente sua produção durante o verão europeu devido às turbinas de bombeamento de gás requererem manutenção. Essas turbinas estavam em manutenção no Canadá, que impôs sanções contra a Rússia que impediram seu retorno. Ottawa posteriormente liberou uma turbina, que foi enviada para a Alemanha, onde foi fabricada, mas a Gazprom ainda não a recuperou.
No final do verão, a última turbina em funcionamento também exigia manutenção, forçando a Gazprom a interromper completamente o bombeamento. A empresa disse que a Siemens está disposta a realizar reparos, mas não pode fazê-lo devido à única instalação adequada para o propósito estar localizada no Canadá.
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Falando a linguagem do Ocidente

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, argumentou separadamente que Moscou deve aprender a se comunicar com o Ocidente usando sua própria linguagem – a linguagem da força – em uma entrevista para um canal de TV russo. O porta-voz afirmou que não é típico que a Rússia gerencie as relações com países estrangeiros dessa maneira.
“Não estamos antagonizando intencionalmente ninguém. Nosso país é mais um defensor da harmonia internacional baseada no respeito mútuo, benefício mútuo e respeito pelas preocupações dos outros”, disse Peskov.
Ele também atacou as maneiras de fazer política externa das nações ocidentais, descrevendo a abordagem da Europa como “egoísta” e acusando os EUA de aderirem a uma “mentalidade de Velho Oeste”.



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