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Espiões dos EUA pressionaram britânicos a censurar vazamentos de Snowden – mídia – CMIO

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O GCHQ da Grã-Bretanha rejeitou o pedido americano, de acordo com uma nova conta

A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) pressionou sua contraparte britânica, GCHQ, para impedir o The Guardian de publicar as revelações de Edward Snowden sobre seus programas de vigilância em massa em 2013, de acordo com um livro publicado no jornal britânico.

Um funcionário da NSA chamou o chefe da Sede de Comunicações do Governo (GCHQ) Sir Iain Lobban nas primeiras horas de 6 de junho de 2013, afirma o livro. Segundo seu autor, o jornalista investigativo Richard Kerbaj, Lobban foi solicitado a intervir e impedir que o The Guardian publicasse a história de Snowden – que revelava a existência de um programa ilegal de espionagem da NSA sobre o público americano.

Lobban, no entanto, teria sentido que “a proposta de instar um jornal a furar o artigo por causa da NSA parecia um passo longe demais”, e que era “nem o propósito de sua agência nem o seu próprio lidar com as relações públicas da NSA”.


NSA promete 'sem backdoors' em nova criptografia

Mais tarde naquele dia, o Washington Post e o The Guardian publicaram suas primeiras histórias com base nos documentos confidenciais vazados por Snowden. Os primeiros artigos detalhavam o uso pela NSA de uma ordem judicial ultrassecreta para coletar os registros telefônicos de milhões de clientes da Verizon, e histórias posteriores revelaram que a agência coletava dados por meio de ‘portas dos fundos’ em empresas americanas como Google e Facebook, e que coletou telefonemas e e-mails de cidadãos da Alemanha, Brasil e dezenas de países da América Latina, Europa e Oriente Médio.

Os documentos de Snowden também revelaram que o então presidente Barack Obama ordenou ataques cibernéticos a alvos estrangeiros e que seu governo grampeou os escritórios de embaixadas e governos estrangeiros, entre inúmeros outros crimes.

Embora o GCHQ inicialmente tenha adotado uma abordagem de não intervenção, o primeiro-ministro do Reino Unido na época, David Cameron, alertou o The Guardian em outubro que usaria mecanismos legais “ou outras medidas mais duras” para impedi-lo de publicar mais vazamentos de Snowden. Esse aviso veio depois que uma série de histórias acusaram o GCHQ de se envolver nas mesmas práticas generalizadas de coleta de dados e revelaram que a agência britânica havia trabalhado com a NSA para espionar cidadãos e governos estrangeiros, incluindo os de seus aliados.

O Departamento de Justiça dos EUA revelou acusações de espionagem contra Snowden em 21 de junho, após o que o Departamento de Estado dos EUA revogou seu passaporte. Dois dias depois, ele chegou a Moscou, onde recebeu asilo um mês depois. Snowden recebeu residência permanente na Rússia em 2020.

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