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Trafigura Group 'desvia' combustível da Rússia rejeitado pela Europa a Equador, escreve Bloomberg


O Trafigura Group, um dos maiores comerciantes de mercadorias mundiais, que anunciou há alguns meses que estava reduzindo significativamente seus negócios na Rússia devido a sanções, está vendendo diesel russo para países latino-americanos, relata na sexta-feira (26) a agência norte-americana Bloomberg citando fontes familiarizadas com o assunto.
Assim, a empresa multinacional teria fretado o navio Marlin Aventurine para entregar 262.000 barris de diesel à Petroecuador, empresa petrolífera estatal do Equador. O navio, carregado no porto russo de Taman, chegou ao país sul-americano na semana passada, segundo a Bloomberg.
A Petroecuador afirmou que normalmente compra combustível das refinarias dos EUA, mas que atualmente o país tem um déficit no fornecimento de produtos petrolíferos, e que a principal prioridade é compensá-lo. Além disso, a empresa referiu que o Equador não restringe a compra de hidrocarbonetos russos.
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Ao mesmo tempo, a Petroecuador advertiu o Trafigura que não pode lhe fornecer uma carta de crédito para o petróleo russo, e que “o comerciante deve assumir esse risco”, pelo que mesmo o Banco Central do Equador não pode garantir o pagamento caso a Petroecuador decida se retirar do acordo.
Um porta-voz do Trafigura Group disse à Bloomberg por e-mail que a empresa não comenta remessas individuais, e que continua cumprindo as sanções da União Europeia (UE).
Muitas empresas nos últimos meses, incluindo o Trafigura Group, têm reduzido ou abandonado sua presença na Rússia devido às sanções ocidentais impostas pela operação militar especial russa na Ucrânia. A empresa transnacional anunciou em abril que deixaria de assinar contratos de petróleo bruto com a empresa estatal russa Rosneft a partir de 15 de maio, e que reduziria significativamente as compras de produtos petrolíferos da Rússia.
A UE planeja proibir a grande maioria do petróleo e produtos petrolíferos russos a partir de dezembro de 2022, com exceções temporárias para países como a Bulgária, Eslováquia, Hungria e República Tcheca, que têm dependência particularmente grande do fornecimento da Rússia, e receberam plena permissão para o usar até 2024.



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