Mundo

Cientistas pretendem ressuscitar espécies extintas — CMIO

Um projeto para recriar o tigre da Tasmânia de genes antigos e modernos está em andamento em Melbourne

Cientistas australianos querem usar técnicas avançadas de engenharia genética para fazer uma célula viva artificial de um tigre da Tasmânia e depois produzir em um tubo novos membros da espécie extinta.

O projeto está sendo realizado por um laboratório da Universidade de Melbourne, que anunciou esta semana que fez parceria com uma empresa de genética com sede em Dallas chamada Colossal Biosciences. O laboratório australiano, conhecido pela sigla TIGRR, precisa da expertise americana e poder computacional para recriar o genoma do animal com base no sequenciamento feito em anos anteriores. Eles dizem que seus dados genéticos são os melhores disponíveis para um animal extinto até agora, dando-lhes grandes esperanças de sucesso.

“Muitos dos desafios com nossos esforços podem ser superados por um exército de cientistas trabalhando nos mesmos problemas simultaneamente, conduzindo e colaborando em muitos experimentos para acelerar as descobertas”. disse o professor Andrew Pask, chefe do TIGRR. “Com essa parceria, agora teremos o exército que precisamos para fazer isso acontecer.”


Passo em direção ao Jurassic Park?  Cientistas 'acordam' células de mamute antigo

A colaboração foi possível graças a uma generosa doação recebida pela universidade depois que a equipe do TIGRR explicou seu plano em março, segundo o anúncio. Pask e seu pessoal querem usar o genoma do dunnart de cauda gorda, um pequeno animal marsupial intimamente relacionado ao tilacino – como o tigre da Tasmânia também é chamado – como base para o genoma recriado. Partes de genes de outras espécies serão enxertadas nele para recriar uma aproximação do DNA do tilacino.

O animal foi apelidado de tigre devido às listras distintas na parte inferior das costas, mas sua aparência foi o resultado da evolução convergente, o que o tornou o único predador de ápice marsupial conhecido. Foi exterminado na Tasmânia por caçadores humanos e novos competidores de animais como dingos na primeira metade do século 20.

O laboratório TIGRR se concentrará no desenvolvimento de técnicas para gestação in vitro de marsupiais. Esse tipo de mamífero é distinto por dar à luz bebês minúsculos e pouco viáveis, que passam semanas ou meses se alimentando e crescendo na bolsa abdominal da mãe antes de desenvolver autonomia. Isso significa que sua gestação é comparativamente simples e pode ser recriada artificialmente, esperam os cientistas.

Pask acredita que um bebê tilacino vivo pode ver a luz do dia em cerca de uma década após o novo impulso dado ao projeto pela colaboração com a Colossal.

Você pode compartilhar esta história nas redes sociais:

Verificado por RJ983

Conteúdo traduzido

Ver fonte




Mostrar mais

CMIO

Conselho de Mídia Independente - Grupo independente, de atuação jornalística; baseado em SP. Replica e elabora conhecimentos e assuntos de utilidade pública.

Artigos relacionados

Adblock Detected.

Desative seu AdBlock para poder acessar o conteúdo gratuito. Disable your AdBlock.