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Chanceler da China explica por que foram os EUA que violaram o status quo em Taiwan


O ministro comentava as declarações de que a reação excessiva de Pequim à visita de Nancy Pelosi a Taiwan seria injustificada, uma vez que houve precedentes em 1997, quando um legislador sênior dos EUA, o presidente da Câmara dos EUA Newt Gingrich, visitou Taiwan.
“A visita a Taiwan do presidente da Câmara dos Representantes dos EUA Gingrich foi um erro grave e, na época, o governo chinês se opôs fortemente a ela. Os EUA não podem repetir os mesmos erros e não podem usar os erros do passado como pretexto e justificativa para repeti-los hoje”, declarou Wang Yi.
O chefe da diplomacia chinesa chamou de rumores e calúnias as afirmações de que a China tinha alterado o status quo no estreito de Taiwan através de suas ações.
“Taiwan nunca foi um país separado, há apenas uma China no mundo, e ambos os lados do estreito de Taiwan pertencem a um país, este é o status quo de Taiwan desde os tempos antigos até hoje”, disse Wang em uma conferência de imprensa em Phnom Penh. “Mas este status foi realmente violado e não foi a China que o violou, mas as forças separatistas de Taiwan e dos EUA”.
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Como China pode se vingar de Taipé e Washington após visita de Pelosi a Taiwan?

O diplomata explicou que, em 2000, os Estados Unidos passaram a dar prevalência à chamada Lei das Relações com Taiwan, adotada unilateralmente, e não aos três comunicados conjuntos aprovados pela China e EUA. “Isso não é uma mudança no status quo?” A lei foi aprovada em 10 de abril de 1979 para apoiar Taiwan e continuar vendendo armas à ilha.
“Há alguns anos, os Estados Unidos incluíram abertamente as chamadas ‘Seis Garantias para Taiwan’, que antes eram mantidas em segredo, na declaração dos EUA sobre a política de ‘Uma Só China’. Isso não é uma violação do status quo? Isso não é uma violação da política de ‘Uma Só China’?”, indagou Wang Yi.
As “Seis Garantias” que Washington deu a Taipé em 1982 preveem que os EUA não concordam com a determinação de uma data para a cessação de venda de armas à ilha e não vão realizar consultas com Pequim sobre a venda de armas a Taiwan, que os EUA atuariam como mediador entre Taipé e Pequim e não pressionariam Taiwan a iniciar negociações com a China.
Por fim, Wang Yi disse que aconselharia os atuais políticos dos EUA a abrir o texto dos três comunicados conjuntos e estudá-los com atenção para entender qual é o verdadeiro status quo em Taiwan e quem o alterou.



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