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'Único fornecedor confiável' de gás se foi, plano de redução de Bruxelas é irrealista, dizem gregos


O plano da Comissão Europeia para regular e coordenar o uso do gás na União Europeia (UE) está recebendo ríticas na Grécia, revelaram respondentes inquiridos no país pela Sputnik.
A proposta publicada em 20 de julho tem como objetivo reduzir o uso do gás no bloco em 15% até março de 2023, em meio à tentativa de acabar com a dependência da Rússia. Ela permite flexibilidade a nível nacional para atingir o objetivo. Mesmo assim, o plano tem sido polêmico em vários Estados-membros, incluindo na Grécia, Hungria, Polônia e Portugal.
“Creio que o plano é ambicioso, mas não penso que seja possível. A UE está procurando ter de 75% a 80% da capacidade de armazenamento de gás no final do outono [europeu], o que não é possível no momento, mesmo que todos os Estados-membros consigam cortes de 15% nos próximos meses, o que é altamente improvável”, opinou Giannis, um analista financeiro de 41 anos de Creta.
“O único fornecedor confiável com grandes quantidades de gás para a UE era a Rússia, e depois que a UE atingiu a Rússia com sanções, este fornecedor se foi”, apontou ele.
Stavroula, um farmacêutico de 30 anos de idade, por sua vez, criticou as sugestões de reduzir a temperatura do ar condicionado em um ou dois graus, que afirma não ser comparável à energia emitida por produtores estatais de energia intensiva. Apesar de tudo, ele ainda está otimista com as medidas da UE e não está preocupado com o inverno.
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Margarita, uma proprietária de uma empresa de engarrafamento de 54 anos, crê que a conservação de energia é ainda mais difícil para as empresas.
“Para um negócio como o meu, com necessidades energéticas muito específicas, é quase impossível fazer grandes cortes no consumo de energia. Eu não posso retardar minha produção para economizar energia. Isto terá efeitos maciços no desempenho de meu negócio ou mesmo ameaçará sua existência, especialmente agora que é o verão [europeu] e os pedidos vêm um após o outro”, disse Margarita, acrescentando que o aumento dos custos energéticos e a alta inflação já a levaram a demitir 5% do pessoal.
A maioria dos entrevistados informou que têm se concentrado em manter as contas dos serviços públicos no nível mais baixo, apesar de Antonis, que possui uma empresa de transporte, ter sido obrigado a ajustar as operações comerciais para se manter à tona. Ele informou estar reduzindo as rotas para poupar gasolina, e cogita procurar caminhões com motores menores ou veículos elétricos. Para ele, subsídios e limites no preço da gasolina seriam medidas de alívio efetivas.
Já para Alekos, de 37 anos, “a crise energética e o resto dos problemas são apenas os sintomas do mesmo problema, que são as sanções” impostas pela UE à Rússia.



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