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Lavrov fala sobre o esforço dos EUA para dominar o mundo — CMIO

A política de “permissividade” de Washington não trará o resultado desejado, adverte o ministro das Relações Exteriores da Rússia

As tentativas de Washington de espalhar sua influência para mais e mais áreas ao redor do mundo estão fadadas ao fracasso, disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, nesta sexta-feira.

“Nossos colegas americanos demonstram permissividade” para si mesmos em assuntos internacionais “toda vez que tentam afirmar seu domínio” em novos lugares, disse Lavrov durante uma reunião com o colega chinês Wang Yi à margem da Cúpula do Leste Asiático na capital do Camboja, Phnom Penh.

“Os americanos adotaram um curso de suprimir qualquer independência”, O principal diplomata da Rússia insistiu.

Mas aqueles que seguem suas ações “compreender a futilidade de uma política segundo a qual você pode simplesmente fechar os olhos para uma situação, uma crise criada pelos EUA, e esperar que tudo fique mais ou menos bem lá” ele disse.

Lavrov mencionou o conflito na Ucrânia e a atual crise em Taiwan como exemplos de políticas imprudentes adotadas pelos EUA.


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“Eles decidiram transformar a Ucrânia em uma ameaça para a Rússia e por muitos anos ignoraram as políticas racistas do regime de Kiev, que vem destruindo tudo que é russo… eles simplesmente pisotearam”, ele explicou.

Moscou apontou a perseguição de falantes de russo no Donbass pelas autoridades de Kiev e a pressão dos EUA para tornar a Ucrânia membro da OTAN como uma das principais razões para o lançamento de sua operação militar no país vizinho no final de fevereiro.

“Da mesma forma, no caso de [US House speaker] visita de Nancy Pelosi a Taiwan, eles [the Americans] ignoraram seus próprios princípios, que proclamaram publicamente”, o ministro das Relações Exteriores russo apontou.

Pelosi, que é a terceira na linha de sucessão à presidência dos EUA, parou em Taiwan na terça e quarta-feira, apesar dos vigorosos protestos da China, que considera a ilha autônoma como parte de seu território.


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A medida levou Pequim a lançar os maiores exercícios de todos os tempos em Taiwan e impor restrições comerciais na ilha de 23,5 milhões de habitantes. Na sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores da China anunciou que a presidente da Câmara e sua família também seriam sancionadas.

Após conversas com Lavrov, Wang criticou a viagem de Pelosi como “comédia vulgar”, o que resultaria em “consequências sérias” para Washington.

As ações do presidente da Câmara dos EUA foram “uma grave violação da política de Uma China” e uma violação da soberania e integridade territorial do país, disse o ministro das Relações Exteriores da China.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que também está participando da Cúpula do Leste Asiático, afirmou que a visita de Pelosi foi pacífica e não significa que Washington esteja abandonando sua adesão à política de Uma China.

“Não há justificativa possível” por uma resposta tão dura ao desenvolvimento por parte de Pequim, disse Blinken, instando as autoridades chinesas a “cessem essas ações”.

Verificado por RJ983

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