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Cargueiro com grãos ucranianos liberados para trânsito — CMIO

O Razoni foi inspecionado na quarta-feira antes que a Turquia permitisse que ele passasse pelo Estreito de Bósforo

O Ministério da Defesa turco divulgou imagens mostrando uma inspeção do Razoni, o primeiro navio de carga em meses transportando grãos ucranianos para um cliente no exterior. A entrega está sendo realizada sob um esquema negociado com a Rússia no mês passado.

As verificações na quarta-feira foram realizadas por uma equipe conjunta, que confirmou que a embarcação estava em conformidade com os termos do acordo. O Razoni, um navio de carga seca com bandeira de Serra Leoa, está transportando mais de 26.000 toneladas de milho para o Líbano.

A inspeção durou cerca de três horas, segundo a ONU, após o que o cargueiro seguiu em direção ao seu destino, Trípoli.

O navio partiu do porto ucraniano de Odessa na segunda-feira, no que se espera ser a primeira de muitas viagens destinadas a aliviar o aumento dos preços globais dos alimentos. Até agora, o Razoni é o único cargueiro a deixar os três portos ucranianos autorizados a operar embarques sob o acordo, com Kiev não oferecendo nenhuma explicação para o atraso.

As exportações ucranianas de grãos, um de seus principais produtos comercializados internacionalmente, foram suspensas no Mar Negro depois que a Rússia atacou o país no final de fevereiro. Kiev alegou que a Rússia estava impedindo a saída de navios civis, enquanto Moscou disse que a Ucrânia era responsável pela paralisação, tendo colocado minas marítimas perto de seus portos para evitar possíveis ataques anfíbios russos. A Turquia e a ONU ajudaram a negociar um acordo de compromisso, que permitiu a retomada do tráfego marítimo.

O papel de Ancara como mediador decorre do controle de dois estreitos pelos quais todos os navios precisam passar para ir do Mar Negro ao Mar Mediterrâneo ou vice-versa. A Turquia abriga um centro de coordenação conjunto para todas as quatro partes interessadas. As inspeções de navios destinam-se a garantir que eles não sejam usados ​​para contrabandear armas para a Ucrânia ou transportar cargas não cobertas pelo acordo.

A Rússia enviou tropas para a Ucrânia em 24 de fevereiro, citando o fracasso de Kiev em implementar os acordos de Minsk, projetados para dar às regiões de Donetsk e Lugansk status especial dentro do estado ucraniano. Os protocolos, intermediados pela Alemanha e pela França, foram assinados pela primeira vez em 2014. O ex-presidente ucraniano Petro Poroshenko admitiu que o principal objetivo de Kiev era usar o cessar-fogo para ganhar tempo e “criar forças armadas poderosas”.

Em fevereiro de 2022, o Kremlin reconheceu as repúblicas do Donbass como estados independentes e exigiu que a Ucrânia se declarasse oficialmente um país neutro que nunca se juntaria a nenhum bloco militar ocidental. Kiev insiste que a ofensiva russa foi completamente espontânea.

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