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Programa militar atômico não tem lugar na doutrina de defesa do Irã, diz chefe nuclear iraniano


“Uma bomba atômica não tem lugar nem em nossa doutrina de defesa, nem em nossas crenças ideológicas“, disse Mohammad Eslami para uma emissora local, segundo apuração da agência Tasnim News.
Eslami também afirmou que o governo iraniano continua comprometido com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).
Ainda assim, para ele, a AEOI deveria aumentar a capacidade de enriquecimento de urânio do país para 190.000 SWUs, com ênfase no uso de máquinas centrífugas IR6 avançadas.
Ao longo dos anos, o Irã repetiu diversas vezes que o seu programa nuclear é para fins puramente pacíficos, e que não tem intenção de desenvolver armas nucleares.
Autoridades iranianas também enfatizaram que o direito do país de pesquisar atividades nucleares pacíficas não estaria sujeito à vontade ou visão de outros Estados.
Panorama internacional

Após sanções dos EUA, Irã anuncia ativação de centenas de novas centrífugas

As declarações de Mohammad Eslami, nesta quinta-feira (4), foram feitas em meio ao retorno das negociações do Plano Abrangente de Ação Conjunta (JCPOA).
Ontem (3), as autoridades iranianas disseram que o país está disposto a retomar a plena implementação das obrigações do acordo nuclear de 2015 quando receber garantias dos Estados Unidos de benefícios econômicos.
Majid Takht-Ravanchi, representante do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), disse durante a Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) que o país negocia “de boa fé” desde o ano passado “para retomar a execução total do acordo”, e acusou os Estados Unidos de atrasar essa retomada.
“O cumprimento dessa meta está sendo adiado porque os EUA ainda não decidiram garantir que o Irã receba os benefícios econômicos prometidos pelo acordo”, disse Takht-Ravanchi.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amirabdollahian, disse em julho que Teerã está pronto para negociar um acordo nuclear forte e durável com base nos interesses mútuos de todas as partes envolvidas, em vez do que ele descreve como demandas unilaterais “mutuamente exclusivas” dos Estados Unidos.



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