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ONU negocia extensão do cessar-fogo no Iêmen — CMIO

A trégua de quatro meses foi estendida até outubro, com a ONU esperando um acordo de paz

Com apenas algumas horas restantes no relógio, os houthis e o governo apoiado pela Arábia Saudita concordaram em estender o cessar-fogo no Iêmen – que ocorre principalmente desde abril – por mais dois meses. O enviado especial da ONU, Hans Grundberg, anunciou na terça-feira que a trégua deveria expirar em outubro. Este é o cessar-fogo mais longo em uma guerra que devasta a ponta da Península Arábica desde 2015.

As partes em conflito “concordaram em prorrogar a trégua, nos mesmos termos, por mais dois meses, de 2 de agosto de 2022 a 2 de outubro de 2022”, disse Grundberg.

Sua declaração veio poucas horas depois que uma delegação de Omã encerrou três dias de reuniões em Sanaa com Abdel-Malek al-Houthi e outros líderes dos rebeldes houthis, que controlam a capital iemenita desde 2014. Grundberg destacou Omã e Arábia Saudita para seus esforços para estender o cessar-fogo.

“O principal objetivo da atual trégua continua sendo fornecer alívio tangível aos civis e criar um ambiente propício para alcançar uma solução pacífica para o conflito por meio de um processo político abrangente”. disse Grundberg.

O cessar-fogo foi originalmente declarado em 2 de abril, para coincidir com o mês sagrado muçulmano do Ramadã, e previa a suspensão de todas as operações militares ofensivas dentro e ao redor do Iêmen. Os sauditas e seus aliados deveriam desbloquear o porto de Hodeidah, enquanto os houthis deveriam fazer o mesmo com a cidade interiorana de Taiz. Ambos os lados acusaram o outro de não cumprir essas promessas, mas a trégua se manteve até agora.


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Além de desbloquear Taiz e Hodeidah, o cessar-fogo prolongado oferece a chance de chegar a um acordo para “um mecanismo de desembolso transparente e eficaz para o pagamento regular de salários de funcionários públicos e pensões civis”, além de expandir o número de voos dentro e fora de Sanaa, disse Grundberg.

Segundo estimativas da ONU, cerca de 400.000 pessoas morreram no Iêmen desde 2015, quando a coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou uma guerra aérea com o objetivo de restaurar o presidente Abdrabbuh Mansur Hadi ao poder depois que ele foi deposto pelos houthis. Isto foi seguido por intensos combates no terreno, que deslocaram milhões de pessoas. Riad alegou que os houthis muçulmanos xiitas são representantes do Irã, algo que Teerã negou.

Verificado por RJ983

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