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Polônia pede suspensão do sistema de comércio de emissões

VARSÓVIA, 25 de julho – RIA Novosti. A Polônia está propondo suspender o Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS) durante a crise do gás, disse a ministra polonesa do Clima e Meio Ambiente, Anna Moskva, em entrevista coletiva.
Em 20 de julho, a Comissão Europeia propôs um novo regulamento sobre medidas coordenadas para reduzir a demanda de gás. Envolve a introdução de metas inicialmente voluntárias para todos os Estados-Membros da UE para reduzir a demanda de gás em 15% entre 1º de agosto de 2022 e 31 de março de 2023. Isso corresponde a 45 bilhões de metros cúbicos de gás. As propostas da Comissão Europeia devem ser aprovadas por uma maioria qualificada dos países da UE no Conselho da UE antes de entrarem em vigor. Os ministros da energia vão discutir a proposta na quarta-feira em Bruxelas.

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“Em muitos países, afastar-se do gás ou reduzir o gás significa mais carvão. Qual é a situação do ETS? Para nós, o mecanismo de solidariedade que apoiaria nossa economia, que apoiaria nossa segurança energética, seria suspender o ETS até que está totalmente reformado”, disse Moscou. “Ninguém fala sobre essa solidariedade. Amanhã (na reunião dos ministros de energia da UE em Bruxelas – ed.) vamos levantar esse tópico. A suspensão desse mecanismo ajudaria e apoiaria muitos países em mais segurança energética”, acrescentou.
O Sistema Europeu de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (EU ETS) opera com o princípio de cap-and-trade: é definido um nível máximo de emissão total permitido para instalações poluentes, que é então dividido em licenças e distribuído entre as instalações. Se o nível de emissões em uma instalação de produção for superior ao nível de cota, essa produção deve adquirir uma licença para emissões adicionais. O sistema cobre cerca de metade das emissões da UE e abrange a geração de energia, a produção de petróleo, as indústrias siderúrgica e de construção, a indústria do papel, a aviação civil doméstica e outras.
O EU ETS foi lançado em 2005, mas até 2013 a grande maioria das licenças eram emitidas gratuitamente. Em seguida, as regras foram apertadas, já pelo menos 40% das cotas eram distribuídas por meio de leilões, e o número total de licenças alocadas começou a diminuir anualmente. Por fim, desde 2021, aproximadamente 57% do total de cotas foram negociados.
A UE estabeleceu como meta alcançar a neutralidade climática até meados do século – quando a quantidade total de emissões de gases nocivos na atmosfera será igual a zero. Isso pode ser alcançado reduzindo as emissões e usando tecnologias para capturar e armazenar gases nocivos. A transição para a neutralidade climática exigirá uma reestruturação da produção e consumo de energia, uma séria redução das emissões e um aumento do consumo de energia renovável.

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Conteúdo traduzido por RJ983

Agência RIA Novosti – Verificado




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