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Moldávia impede contingente de paz russo de chegar à Transnístria, denuncia MRE da Rússia

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Guardas fronteiriços da Moldávia detiveram repetidamente no aeroporto de Chisinau oficiais russos que se dirigiam à Transnístria para reforçar o contingente de manutenção de paz, notou Aleksei Polischuk, diretor do segundo departamento da Comunidade de Estados Independentes do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
O funcionário sublinhou em uma reunião do Conselho da Federação da Rússia dedicada à Transnístria que as razões para as detenções não foram explicadas.
“Consideramos tais ações como hostis e sempre reagimos a elas adequadamente”, apontou Polischuk.
Igor Sokorenko, primeiro vice-chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Terrestres da Rússia, também disse que a Moldávia estava tentando impedir todas as entregas de armamento e equipamento militar russos para a Transnístria, contando com a “inevitável deterioração da base material do contingente russo”.
Isso aconteceu após Kiev ter fechado a fronteira entre a Ucrânia e a Transnístria e denunciado o acordo de passagem através da Ucrânia de tropas e cargas militares russas rumo à república não reconhecida. Os pedidos do Ministério da Defesa da Rússia para resolver a situação não foram atendidos por Chisinau, relatou Sokorenko.
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Vadim Krasnoselsky, presidente da República Moldava Transdniestriana, disse que as forças de paz russas deveriam permanecer na região para manter a paz.
“Uma escalada do conflito na Transnístria não pode ser permitida de jeito nenhum. Uma escalada do conflito na Transnístria envolveria teoricamente não apenas a Moldávia, mas também outros Estados-membros da OTAN. Portanto, no caso de uma escalada do conflito no território da Transnístria, poderia haver um conflito direto da Rússia com os Estados da OTAN“, explicou ele.

Situação na Transnístria

Situada na margem direita do rio Dniester, entre a Moldávia, a oeste, e a Ucrânia, a leste, a Transnístria é independente de fato de Chisinau desde 1992, quando forças de paz russas foram enviadas à região para interromper os combates entre as forças moldavas e as pró-independência locais. A região tentava obter independência da República Soviética da Moldávia ainda antes do desmembramento da União Soviética, em meio a temores de que a Moldávia se juntaria à Romênia no rescaldo desses eventos.
Nesta quinta-feira (21) faz 30 anos que um acordo de princípio sobre a regulação pacífica do conflito armado na Transnístria foi assinado por Boris Yeltsin e Mircea Snegur, então presidentes da Rússia (1991-1999) e da Moldávia (1990-1997), respectivamente. Um contingente conjunto de manutenção de paz foi destacado para a região em 29 de julho de 1992 como parte do acordo.



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