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Chefe do Fed em desacordo com Biden por causa da inflação nos EUA – CMIO

A operação militar da Rússia na Ucrânia não é o ‘motor principal’, disse Jerome Powell aos legisladores

O presidente do Federal Reserve dos EUA rejeitou a afirmação da Casa Branca de que o aumento da inflação no país está sendo impulsionado principalmente pela crise na Ucrânia. Durante uma audiência no Senado na quarta-feira, Jerome Powell apontou que a inflação estava alta mesmo antes de a Rússia atacar seu estado vizinho.

Ele estava respondendo a uma pergunta do senador Bill Hagerty, do Tennessee, que disse que a situação dos preços nos EUA tinha muitos fatores determinantes, incluindo “interrupções na cadeia de suprimentos, regulamentações que restringem a oferta… expectativas de inflação crescentes e gastos fiscais excessivos”.

Ele então perguntou se Powell concordava com o governo Biden que a situação na Ucrânia era o fator mais influente, considerando a dinâmica da inflação nos últimos 18 meses.

“Não, a inflação era alta… antes do início da guerra na Ucrânia” disse o chefe do Fed.

Desde que a Rússia atacou a Ucrânia no final de fevereiro, a Casa Branca culpou repetidamente o presidente russo, Vladimir Putin, por causar inflação nos EUA. Até cunhou o termo “Aumento de preços de Putin.”

“Sabemos que 61% dos [recent inflation] é impulsionado pelo preço – pelos custos de energia, pela invasão de Putin na Ucrânia”, Jen Psaki, que era a secretária de imprensa da Casa Branca na época, disse a repórteres no final de abril.

No domingo passado, a Casa Branca twittou que a situação na Ucrânia era “o maior impulsionador da inflação” no país. O senador Hagerty descreveu isso como “desinformação” e disse em sua conversa com Powell que era uma tentativa de desviar a culpa.

No final do dia, a secretária de Energia Jennifer Granholm foi questionada sobre a resposta de Powell durante uma conferência de imprensa. “A maioria diria que o preço do combustível exacerbou a inflação” ela disse, alegando que a guerra na Ucrânia aumentou os preços ao diminuir a oferta.

A Rússia atacou seu estado vizinho no final de fevereiro, após o fracasso da Ucrânia em implementar os termos dos acordos de Minsk, assinados pela primeira vez em 2014, e o eventual reconhecimento de Moscou das repúblicas de Donbass de Donetsk e Lugansk. O protocolo mediado pela Alemanha e pela França foi projetado para dar às regiões separatistas um status especial dentro do estado ucraniano.

Desde então, o Kremlin exigiu que a Ucrânia se declarasse oficialmente um país neutro que nunca se juntará ao bloco militar da Otan liderado pelos EUA. Kiev insiste que a ofensiva russa foi completamente espontânea e negou as alegações de que planejava retomar as duas repúblicas pela força.

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Verificado por RJ983

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