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'Falta-nos tudo, de munições a cuecas', diz militar da Dinamarca enviado à Letônia


Os 350 militares da Dinamarca enviados à Letônia no início de maio em uma suposta tentativa de “dissuadir” a Rússia estavam mal preparados e incapazes de manter um alto nível de combate, informou a Rádio Dinamarquesa.
Como exemplo, importantes exercícios de treinamento teriam sido cancelados porque as munições necessárias não foram enviadas, e numerosas atividades foram cortadas por falta de munições. Além disso, os soldados dinamarqueses teriam chegado a encontrar tendas mofadas, dilapidadas e falta de equipamento.
“Falta-nos tudo, de munições a cuecas, para dizer o mínimo. Este é o período mais triste em que estive nas Forças Armadas, e eu vi um pouco de tudo durante 20 anos”, contou Dennis, condestável de primeiro grau e representante conjunto da força dinamarquesa na Letônia, sugerindo que esta falta de preparação pode “custar vidas”.
O coronel Jens Lonborg admitiu que os soldados destacados não dispunham das munições necessárias, e que “isso não deveria ter acontecido”. Já segundo Alexander Hogsberg Tetzlaff, analista do Centro de Estudos Militares da Universidade de Copenhague, isso pode ser visto como uma consequência de anos de cortes nos gastos. Para ele, seria um “enorme problema” a Dinamarca não ter munições estocadas suficientes em caso de guerra.
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“Para economizar dinheiro nas Forças Armadas, foi fechada a capacidade de armazenamento. É sempre caro ter coisas em estoque, a contingência é cara, mas é bom ter quando se precisa”, disse Tetzlaff.
A Dinamarca foi criticada em 2018 e 2020 pela OTAN por ter prateleiras vazias no depósito de munição.
“Não é muito divertido como soldado correr em uma floresta e dizer ‘bam’ em vez de atirar, ou conduzir veículos comuns, em vez de veículos blindados”, acrescentou ele.
Com os novos 350 militares, o destacamento dinamarquês na base militar de Adazi, Letônia, aumentou para aproximadamente 750 soldados. Trata-se do maior destacamento dinamarquês na Europa em 23 anos.



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