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Mídia: empresa chinesa teve acesso a dados de usuários do TikTok nos EUA


A ByteDance, empresa chinesa dona do aplicativo de compartilhamento de vídeo TikTok, teve acesso aos dados dos consumidores americanos durante meses, embora seus funcionários nos EUA não tenham tido acesso, escreve o portal BuzzFeed News.
O BuzzFeed News escreveu na sexta-feira (17) que obteve mais de 80 reuniões internas gravadas do TikTok, que ocorreram entre setembro de 2021 e janeiro de 2022.
Assim, de acordo com nova declarações de oito empregados diferentes, os funcionários nos EUA não tiveram permissão ou conhecimento para acessar os dados dos usuários e tinham que confiar no pessoal chinês para o fazer, apesar do testemunho juramentado de um executivo do TikTok em uma audiência no Senado em outubro de 2021 de que isso é decidido por uma “equipe de segurança de renome mundial baseada nos EUA”.
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No entanto, segundo o portal, um diretor não nomeado do TikTok se referiu a um engenheiro da ByteDance como um administrador mestre que “tem acesso a tudo” no áudio. ByteDance é obrigada pela lei chinesa a fornecer seus dados ao Partido Comunista da China sempre que for solicitado, aponta a mídia.
Em uma declaração ao portal Business Insider na sexta-feira (17), um porta-voz da empresa chinesa explicou que trabalhou para fortalecer sua própria segurança e garantir o armazenamento dos dados dos usuários americanos aos servidores baseados nos EUA.
“Em maio, criamos um novo departamento interno, Segurança de Dados dos EUA (USDS [na sigla em inglês]), com liderança baseada nos EUA, para fornecer um maior nível de foco e governança na segurança de dados dos EUA. A criação desta organização é parte de nosso esforço e compromisso contínuo para fortalecer nossas políticas de proteção de dados e protocolos, proteger ainda mais nossos usuários e construir confiança nos nossos sistemas e controles”, comunicou o porta-voz.
Devido a suas raízes chinesas e aos supostos vínculos com Pequim, o TikTok tem sido criticado pelos legisladores nos EUA, e particularmente por Donald Trump, que, como presidente do país entre 2017 e 2021, tentou proibir o serviço.



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CMIO confirmou esta notícia. Fonte;

Via Sputnik News- IMG Autor

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