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China e ilhas do Pacífico não chegam a consenso sobre pacto regional e Pequim pede menos 'ansiedade'


Nesta segunda-feira (30), o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, pediu aos países da região que não fiquem “ansiosos” com os objetivos do gigante asiático, depois que uma reunião com seus homólogos de dez nações insulares adiou a consideração de um amplo acordo comercial e de segurança, segundo a Reuters.
“Não fiquem muito ansiosos e não fiquem muito nervosos porque o desenvolvimento comum e a prosperidade da China e de todos os outros países em desenvolvimento significariam apenas grande harmonia, maior justiça e maior progresso de todo o mundo“, afirmou Wang citado pela mídia.
Pequim organizou um encontro por videoconferência com Estados com quem têm laços diplomáticos e mostrou um esboço do acordo e plano de ação para os próximos cinco anos. Entretanto, a Federação dos Estados da Micronésia, se opôs ao planejamento apresentado, relata a agência.
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Ao mesmo tempo, Niue disse em um comunicado que queria tempo para considerar as propostas chinesas.
“Gostaríamos de tempo para considerar como o acordo com a China apoiará os planos regionais existentes para garantir que nossas prioridades estejam alinhadas e sejam benéficas para todos nós para a prosperidade regional”, disse o primeiro-ministro de Niue, Dalton Tagelagi, em comunicado divulgado após a reunião.
Com o resultado, o chanceler chinês afirmou que mais discussões são necessárias para formar “maior consenso”.
“A China divulgará seu próprio documento de posição sobre nossas próprias posições e propostas e propostas de cooperação com os países insulares do Pacífico, e daqui para frente continuaremos a ter discussões e consultas contínuas e aprofundadas para formar mais consenso sobre a cooperação”, disse ele a repórteres em Fiji.
O embaixador da China em Fiji, Qian Bo, disse que os participantes concordaram em discutir o esboço do comunicado e o plano de cinco anos “até chegarmos a um acordo”, uma vez que “há algumas preocupações em algumas questões específicas“, no entanto, Qian não identificou o que seriam essas preocupações.

© AFP 2022 / Vaitogi Asuisui Matafeo / Samoa Observer / HandoutFiame Naomi Mataafa, primeira-ministra de Samoa (à esquerda) e Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China (à direita) durante cerimônia de assinatura de acordos bilaterais em Apia, Samoa, 28 de maio de 2022

Fiame Naomi Mataafa, primeira-ministra de Samoa (à esquerda) e Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China (à direita) durante cerimônia de assinatura de acordos bilaterais em Apia, Samoa, 28 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 30.05.2022
Fiame Naomi Mataafa, primeira-ministra de Samoa (à esquerda) e Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China (à direita) durante cerimônia de assinatura de acordos bilaterais em Apia, Samoa, 28 de maio de 2022
O gigante asiático começou uma turnê pelo Pacífico na semana passada logo após ser fechado um pacto comercial entre os EUA e mais 12 países da região. Além disso, o próprio presidente norte-americano, Joe Biden, que também estava pelo continente asiático, designou os Estados Unidos como “potência do Indo-Pacífico”.



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