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Parlamento iraquiano vota proibição de normalização das relações com Israel

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CAIRO, 26 de maio – RIA Novosti. O parlamento iraquiano votou a favor de um projeto de lei que proíbe a normalização das relações com Israel, disse o serviço de imprensa do órgão legislativo supremo do país nesta quinta-feira.
“O Parlamento votou por unanimidade a favor da lei que proíbe a normalização das relações com a entidade sionista (Israel – ed.)”, – afirmou na mensagem.

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Assim, o Iraque tornou-se o primeiro país árabe a introduzir tal legislação.
O projeto de lei publicado pela mídia iraquiana prevê “a proibição do estabelecimento de relações diplomáticas, políticas, militares, econômicas, culturais ou quaisquer outras” com Israel, e também introduz responsabilidade criminal por “qualquer forma de normalização das relações” com Israel.
Em particular, os cidadãos do Iraque, sob ameaça de prisão perpétua, estão proibidos de “visitar Israel ou suas embaixadas em outros países, bem como estabelecer contatos com eles”. Esta proibição não se aplica às peregrinações religiosas.
De acordo com o projeto de lei, os cidadãos do Iraque podem ser condenados à morte ou prisão perpétua, inclusive por “estabelecer quaisquer relações com Israel – diplomáticas, econômicas, políticas, militares, de segurança ou outras”, bem como por “difundir a ideologia sionista” e por pertencer a qualquer organização israelense.
Em 2020, os EUA lançaram um processo que visa normalizar as relações entre Israel e os países árabes. Como resultado do processo, foi assinado um conjunto de documentos, que foi denominado “Acordos de Paz de Abraão”. Os Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão aderiram aos acordos.
A liderança palestina disse que via a medida como minar a iniciativa de paz árabe, as decisões das cúpulas árabes e islâmicas e uma violação do direito internacional.
O Iraque não tem relações diplomáticas com Israel. Após a conclusão dos Acordos de Abraham, o representante oficial do primeiro-ministro do Iraque, Ahmed Mullah Talal, disse que a legislação do país não permite a normalização das relações com Israel. Por sua vez, o chanceler iraquiano Fuad Hussein disse que Bagdá adere às decisões das cúpulas árabes sobre a normalização das relações com Israel.

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Conteúdo traduzido por RJ983

Agência RIA Novosti – Verificado

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