EUA estariam mediando acordo para normalizar relações entre Arábia Saudita, Egito e Israel


Washington está intermediando um acordo entre Egito e Arábia Saudita sobre duas ilhas no estreito de Tiran, tentando normalizar as relações israelo-sauditas, informou na terça-feira (24) o portal Axios, citando várias fontes anônimas nos EUA e em Israel.
As ilhas Tiran e Sanafir têm sido controladas pelo Egito desde 1950, quando a Arábia Saudita as transferiu para Cairo. Após a Guerra dos Seis Dias de 1967 e o subsequente acordo de paz israelo-egípcio, elas foram desmilitarizadas e, desde então, têm sido supervisionadas constantemente por forças estrangeiras, incluindo dos EUA.
As fontes do Axios indicam que as conversações dos EUA, que começaram em 2018 e foram retomadas, estão sendo conduzidas em silêncio, sem que nenhum dos lados esteja pronto para confirmar publicamente o diálogo devido a sua natureza sensível. Segundo a mídia, a Casa Branca quer concluir as conversações rapidamente para avançar com a normalização dos laços israelo-sauditas antes da próxima viagem do presidente Joe Biden ao Oriente Médio em junho, que inclui uma visita à Arábia Saudita.

Dificuldades para atingir acordo

Questões ainda por resolver incluem a recusa da Arábia Saudita de manter observadores estrangeiros nas ilhas desmilitarizadas, embora supostamente ela teria concordado em garantir a liberdade de passagem através dos estreitos próximos. Israel, por sua vez, parece pronta para permitir observadores estrangeiros caso Riad ofereça alternativas adequadas para garantir que as obrigações relativas ao status das ilhas sejam respeitadas, escreve o Axios.
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Israel também quer que a Arábia Saudita ofereça direitos mais amplos de espaço aéreo para as companhias aéreas israelenses. Após a normalização dos laços entre Israel e Bahrein em 2020, Riad concordou em conceder às companhias aéreas israelenses passagem por partes do seu espaço aéreo, especialmente em rotas para os Emirados Árabes Unidos e Bahrein. Uma nova extensão destes direitos permitiria uma maior economia de tempo e combustível em voos mais longos para a Índia e outras partes da Ásia.
Outra questão ainda sendo resolvida diz respeito a maiores autorizações para muçulmanos israelenses visitarem a Arábia Saudita em peregrinação às cidades sagradas de Meca e Medina, cita o portal.
Os EUA e a Arábia Saudita têm tido relações tensas ultimamente, em grande parte devido à promessa eleitoral de Biden em 2020 de tornar a Arábia Saudita um Estado “pária”. Riad também publicou um relatório da inteligência norte-americana de 2021, que declarou que o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman estava envolvido no assassinato de Jamal Khashoggi, jornalista do The Washington Post.



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Via Sputnik News- IMG Autor

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