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Telégrafo: A manobra de Mishustin contra as sanções acrescentou uma dor de cabeça ao Ocidente

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MOSCOU, 16 de abril – RIA Novosti. A decisão de Mikhail Mishustin de legalizar as importações paralelas criou uma nova dor de cabeça para grandes marcas globais que sofrem com a perda de receita após a saída do mercado russo. Isso foi afirmado em uma entrevista ao The Daily Telegraph pelo advogado da DLA Piper na Rússia, Michael Malloy.
“A política do governo russo é bastante clara: está pronto para enfraquecer a aplicação dos direitos de propriedade intelectual sobre as importações para fornecer ao país produtos que ficaram indisponíveis devido às sanções ocidentais”, explicou.
Note-se que uma das rotas de abastecimento pode passar pela Bielorrússia e pelo Cazaquistão, que são membros de uma união económica regional com a Rússia. Segundo o especialista, os produtos de marca estrangeira entram nesses países somente após a permissão do proprietário, mas de lá podem ser importados livremente para a Rússia.
Especialistas da consultoria EY enfatizaram que a legalização das importações paralelas permitirá vender na Rússia não produtos falsificados, mas produtos genuínos.

Não haverá bloqueio: como Kaliningrado, isolada da Rússia, está sofrendo sanções

Segundo Malloy, em tempos normais, os distribuidores estrangeiros poderiam exigir indenização ou retirar mercadorias, mas agora não têm essa oportunidade. Ao mesmo tempo, os custos e despesas associados a uma ação judicial contra um importador paralelo são tão altos que podem assustar até mesmo alguns varejistas ricos.
No final de março, o governo legalizou a importação de mercadorias para a Rússia sem a permissão do detentor dos direitos autorais. Como observou o primeiro-ministro Mikhail Mishustin, essa medida, entre outras coisas, permitirá garantir o fornecimento de bens apesar das “ações hostis” de políticos estrangeiros. A lista de produtos será aprovada pelo Ministério da Indústria e Comércio com base em propostas das autoridades interessadas.
Os países ocidentais anunciaram sanções após o início de uma operação especial para desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia. As restrições afetaram principalmente o setor bancário e o fornecimento de produtos de alta tecnologia. Os apelos para reduzir a dependência dos recursos energéticos russos tornaram-se mais altos e muitas marcas anunciaram a sua retirada da Rússia.
O Kremlin chamou essas medidas de guerra econômica, mas declarou sua prontidão para tal desenvolvimento de eventos. O Banco da Rússia toma medidas para estabilizar a situação no mercado cambial; os pagamentos de fornecimento de gás a países hostis foram transferidos para rublos. O governo preparou também um plano de combate às medidas restritivas, que inclui cerca de uma centena de iniciativas. O valor de seu financiamento será de cerca de um trilhão de rublos.
Ao mesmo tempo, a pressão das sanções sobre Moscou se transformou em problemas econômicos para os Estados Unidos e a Europa, causando um sério aumento nos preços dos combustíveis e alimentos.

Na China, eles disseram quem está pagando pelas sanções anti-russas



Conteúdo traduzido por RJ983

Agência RIA Novosti – Verificado

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