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A DIVERSIDADE E O COMBATE À EXCLUSÃO É O NOSSO MAIOR DESAFIO.

A DIVERSIDADE E O COMBATE À EXCLUSÃO É O NOSSO MAIOR DESAFIO.

 

Opinião:  professor MARCO AURÉLIO     

 

A humanidade é constituída pela diversidade. Somos plurais, diversos, diferentes, únicos. O Brasil é plural, diverso, diferente e único. Essa é nossa cara. Nas eleições gerais de 2018, esse cenário fica claro. Temos candidatos para todos os gostos. Da direita à esquerda. Dos conservadores aos progressistas.

Entretanto, alguns assustam e muito. Parecem querer a volta Ditadura Militar. Parecem sonhar com o Consenso de Washington atrasado 30 anos. Parecem querer a privatização de tudo e tratar mal professores, médicos e demais servidores, como se eles fossem os culpados por tudo de ruim que acontece no Brasil, até a corrupção. Ufa.

Nos anos 50, o Brasil se destacou no esporte, na indústria, nas artes e arquitetura.

Esquecem esses candidatos que o processo de desenvolvimento do Brasil se deu em duas etapas: a primeira com Getúlio Vargas, um ditador que nossa elite queria por ter saudades do Império, só não esperava que ele reformasse o Estado e desses direitos universais aos nossos trabalhadores; a segunda se deu com Juscelino, num período de democracia, quando o Brasil de destacou na economia e nos esportes, sendo campeão no futebol, basquete, vôlei e atletismo.

Numa fase mais cidadã, seguindo os passos da Constituição de 1988, depois de Ditadura cair de podre em 1985, vem o governo LULA, que ampliou diretos e a dignidade de povo excluído desde o fim do Império. O governo federal deu a elas comida, trabalho, estudo e cidadania. Exemplos: Lei Maria da Penha, Estatuto do Idoso, Lei das Empregadas Domésticas e Novas Regras para e Educação Pública.

Agora, ouvindo os candidatos, sinceramente tenho a impressão que estamos voltando no tempo em mais ou menos 30 anos. Antes da Constituição de 1988, numa lógica da Ditadura Militar, patrocinada pelo derrotado Centrão, que perdeu todas as eleições da era democrática.

Pior, há um grupo de colegas jornalistas, espalhados nas rádios, tevês abertas e jornais, que repetem sem disfarce o discurso do velho e excludente ajuste neoliberal fiscal. Pasmem! sonham até com o candidato Jair, tudo para nenhum progressista ganhar. Modelo neoliberal, que todos sabem, não deu certo no mundo inteiro, mas segue como a grande receita do FMI para os países periféricos do mundo globalizado. Parece ser uma estratégia para manter o domínio econômico dos grandes grupos econômicos transacionais, que se beneficiaram com a globalização.

Nos anos 90, eu tinha um professor na USP que falava isso: “a globalização vai fazer crescer a violência nas periferias do capitalismo”. Penso nisso, todas as vezes que vejo refugiados tentando entrar na Europa e sofrerem resistências diversas.

Prometo escrever sobre esse assunto nos próximos dias. Mas que semana extraordinária. Primeiro, o incêndio no Museu Nacional, revelando o relaxo com nossa história. Depois, o atentado, que parece não ter mexido com a cabeça das pessoas, o Datafolha de hoje mostra isso nos números, Quem mais cresceu foi Haddad. O povo tem saudades do PT e de seus quadros. Haddad, apesar da resistência da Globo, já está em segundo e vai crescer mais. Vi na internet, agora, uma frase de um morador de Penápolis que me encantou:         Haddad almoça um Dogão Osasco, toma um café na Rocinha e janta a Rede Globo”.

 

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é Jornalista, Biomédico, Historiador e Professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve suas crônicas todas as semanas no Planeta Osasco.

 

 

 




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