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Centenário do genocídio armênio é recordado em Osasco

100 anos de luto; O prefeito de Osasco, Jorge Lapas, foi convidado pelo presidente armênio Serzh Sargsyan, a participar das atividades em memória aos 100 anos do Genocídio do povo armênio, ocorrido entre os anos de 1915 e 1923, recordado anualmente em diversos países do mundo no dia 24 de abril.
 
Na ocasião, o prefeito conversou com o diretor perpétuo pároco Arcipreste Boghos Baronian, o presidente da comunidade armênia de Osasco, Paulo Moisés Alti Barmakian e sua esposa Juliana Vasilian Barmakian e os conselheiros natos Roberto H. Nerguisian e Setrak Khachikian e destacou ser fundamental para o povo armênio o reconhecimento desta atrocidade. 
 
A cidade de Osasco, reconhece em seu calendário oficial, por meio da Lei nº  4567/13, o dia 24 de abril como o dia do reconhecimento em homenagem às vítimas do genocídio armênio de 1915. Nesta data, diversas atividades serão realizadas pela Comunidade Armênia de Osasco
 
Vale ressaltar que Gyumri, província de Shirak, na Armênia, é cidade-irmã de Osasco desde 2006. 
 
No Brasil, além do município osasquense, cidades como São Paulo, Paraná e Ceará reconhecem esta data. Na América do Sul apenas Venezuela, Argentina e Chile. No mundo, França, Alemanha, Itália, Vaticano, Canadá e Holanda são alguns dos 20 países que o fazem. Todos os anos, comunidades e povos armênios que vivem no Brasil realizam manifestações pedindo que o país reconheça oficialmente o genocídio armênio. 
 
Breve relato da história do holocausto armênio
 
A Armênia registra a morte de 1,5 milhão de pessoas brutalmente massacradas pelo governo dos chamados “Jovens Turcos” (1915-1917), entre os anos de 1915 e 1923. Segundo relatos históricos, a tropa turca invadiu Constantinopla no dia 24 de abril de 1915, prendendo e assassinando 250 lideranças armênias, que buscavam a independência do país do Império Otomano. 
 
Não contentes com essa autonomia, o governo turco decidiu banir a presença cultural, econômica e familiar do povo armênio, que desde o século XV estava sob o domínio do Império. Após o massacre de seus dirigentes, iniciaram-se as deportações e os morticínios do povo armênio. 
 
Muitos eram deportados, sem rumo, para desertos da região, como Deir ez-Zor, morrendo por inanição, outros foram executados em campos de concentração, afogados, incendiados, entre outras atrocidades. Diante dos fatos, a data de 24 de Abril é tida como a precursora do Genocídio do povo armênio.
 
 
Editado com informações oficiais da PMO
Redigido originalmente por Olga Liotta
Foto Ismael Francisco
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