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Cadela reconstrói sua vida após ser mutilada e deixada para morrer

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Tom Ross

Uma pastora alemã foi barbaramente mutilada e deixada para morrer nas ruas de Bucareste, capital da Romênia. A cadela teve a perna arrancada, os dentes removidos e o rabo cortado por um atacante brutal, que também a estuprou antes de abandoná-la.

Ativistas pelos direitos animais ficaram horrorizados com tanta crueldade na região que, dias antes, registrou três filhotes mortos com uma crueldade extrema na mesma rua em que a cadela foi encontrada. Um deles foi cortado ao meio, outro teve graves lesões no crânio e o terceiro foi estripado.

A apresentadora de TV Anneka Svenska, que se juntou a uma equipe de caridade da International Aid for the Protection and Welfare of Animals (IAPWA), disse: “Foi horrível, foi muito difícil ver isso. Ter isso na sua frente é angustiante, estávamos todos em estado de choque. Eu não podia acreditar que alguém pudesse fazer isso, especialmente a maneira como ela foi violentada sexualmente”.

Foto: Tom Ross

Ela relatou ter ficado em prantos devido ao abuso sofrido pela pastora alemã, que recebeu o nome de Spirit. O cruel açougueiro de Bucareste agrediu sexualmente a cadela de oito anos com uma faca, antes de deixá-la sozinha na neve.

Spirit foi descoberta na manhã seguinte por uma mulher que regularmente alimenta animais abandonados em seu bairro e percebeu que ela estava em perigo. Anneka afirmou que as autoridades são impotentes para agir em casos de tamanha crueldade e expressou seu receio de que o atacante de Spirit possa permanecer impune.

“É importante que ele esteja preso, é obviamente um psicopata. As pessoas que fazem coisas como esta são perigosas, ele é evidentemente instável. É muito importante que a polícia romena leve isso a sério”, declarou.

Milagrosamente, a cadela de oito anos sobreviveu a sua provação depois de passar por uma cirurgia de emergência no centro veterinário Dog Rescue Romania. Ela terá uma nova vida na Grã-Bretanha, uma vez que se recuperar o suficiente para viajar.

“É uma cadela adorável, mesmo depois do que aconteceu, confia muito nos seres humanos”, apontou Anneka.

A mulher que a encontrou sangrando na rua pensou que o Spirit tinha sido “cuidadosamente colocada” ali para adverti-la a parar de alimentar os animais. Anneka, 43, relatou ter conversado com a mulher que encontrou Spirit. Nos dias anteriores, ela tinha encontrado os três cães mortos e ficou chocada com a barbaridade que tinha visto.

Foto: Tom Ross

“Ela estava tremendo, havia lágrimas correndo pelo seu rosto”, contou a apresentadora, que juntou-se ao fundador da IAPWA, Nicky Stevens, 41, e à autora Amanda Leask, 46, para investigar a crise de animais abandonados na Romênia.

Infelizmente, o abuso que descobriram não é um caso isolado. “O veterinário disse que eles veem esse tipo de coisa o tempo todo, não é uma situação isolada. Eles observam vítimas de abusos horríveis e não podem fazer nada sobre isso”, completou Anneka.

Estima-se que há mais de 60 mil cães selvagens apenas em Bucareste, uma consequência dos anos do regime comunista quando as pessoas foram forçadas a mudar para blocos de apartamentos. Quando isso acontecia, elas costumavam abandonar seus animais domésticos.

Quando visitou veterinários, Anneka viu um cachorro morrer depois de ser atropelado e a equipe ajudar um cão que tinha sido deixado paralisado. “Esses cães têm se reproduzido desde a década de 1970 “, disse. Um cão que ela adotou após uma visita anterior à Romênia revelou ser uma mistura de pelo menos oito raças diferentes.

Até setembro de 2013, induzir a morte de cães abandonados não reclamados era ilegal, mas a lei mudou após a morte de um menino de quatro anos chamado Ionuţ Anghel.

Foto: Tom Ross

Após 15 dias de seu falecimento, o parlamento da Romênia aprovou a Lei da Morte Induzida em Cães Abandonados por maioria absoluta e aprovada pelo presidente do país, Traian Băsescu.

Críticos dizem que as novas leis geraram um tratamento cruel de cães, com métodos “desumanos” usados para controlar a população dispersa. Anneka revela que os captores de cães pegam grupos abandonados, mas não há nenhuma legislação para garantir que eles sejam tratados com humanidade.

Em muitos casos, eles são desprezados. Ela descreveu um caso quatro anos atrás, quando viu um garçom usar uma mangueira em um grupo de cães – alguns dos quais eram filhotes – forçando-os a correr para o tráfego em uma estrada movimentada.
“Na Romênia, a polícia é impotente para fazer qualquer coisa”, apontou.

Foto: Tom Ross

Atualmente, milhares de cães tentam sobreviver ao ar livre em temperaturas que podem chegar a 20 graus negativos. Uma cachorra preta, que parecia ter filhotes, foi encontrada na neve perto de uma autoestrada.

Isso levou a uma busca frenética de duas horas pelos minúsculos animais, que foram eventualmente descobertos vivos no galpão de um idoso – onde, tragicamente, havia crânios de cães. Acredita-se que os cães congelaram até a morte enquanto procuravam um refúgio do frio.

A organização irá realizar um desfile de moda para arrecadar dinheiro e, assim, lutar contra o comércio de carne de cachorro e de couro, segundo o Daily Mail.

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