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Terapia celular CAR-T contra o câncer no SUS deverá custar 5% do que se pratica no exterior

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Segundo o médico hematologista e presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, líder da iniciativa, a grande redução no valor da terapia deve se dar porque o tratamento poderá ser feito totalmente dentro dos núcleos e disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), otimizando seu alto custo.

 

“Estamos falando de uma terapia desenvolvida pelo setor público, de pesquisa financiada pelo setor público, com investimento do setor público e, portanto, já com um diferencial em relação aos valores envolvidos. A  projeção de custos é na ordem de 3% a 5% do que se pratica no exterior porque estes estudos são todos públicos, desenvolvidos com recursos públicos e esse é o nosso objetivo”, destaca Dimas.

 

Segundo o presidente do Butantan, ter um tratamento deste nível na saúde pública brasileira só está sendo possível graças ao investimento e ao trabalho conjunto de todas as instituições envolvidas.

“Essa união de esforços é que permite esse avanço que, sem dúvida nenhuma, ficará na história desse momento que é tão importante para a retomada pós-pandemia”, conclui.

 

Entenda a terapia

 

As unidades de São Paulo (Nucel) e de Ribeirão Preto (Nutera) contam com estruturas que permitem a produção, o desenvolvimento e o armazenamento das células CAR-T, que serão aplicadas em ensaio clínico em 30 pacientes do Hospital das Clínicas de São Paulo, Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que não obtiveram resultados satisfatórios com o tratamento tradicional contra o câncer. Ao todo, foram investidos R$ 200 milhões na construção dos dois núcleos.

As instalações incluem laboratórios de controle de qualidade, salas de criopreservação, salas de produção de vírus, salas limpas de produção de células CAR-T e de preparo de meios e soluções, além de áreas destinadas ao armazenamento do produto final e dos insumos em tanques criogênicos.

No Brasil, a terapia com células CAR-T foi desenvolvida no Centro de Terapia Celular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. O primeiro voluntário do Brasil, que recebeu o tratamento experimental há dois anos, alcançou a remissão total de um linfoma em estágio terminal. Outros pacientes que optaram pelo tratamento também tiveram remissão.

“É a forma moderna de se fazer ciência. Fazer a pesquisa chegar na ponta, que é o paciente, é o que todos nós queremos”, ressalta Dimas Covas.

 

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